Lisboa e Pequim vão ter voo direto durante três meses no verão

O voo terá uma frequência semanal e será assegurado pela companhia aérea chinesa Beijing Capital Airlines
Lisboa e Pequim vão ter voo direto durante três meses no verão
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A companhia aérea chinesa Beijing Capital Airlines vai lançar, durante o verão, uma ligação aérea direta entre Pequim e Lisboa, numa operação sazonal com início no final de junho e duração de cerca de três meses.

O voo terá uma frequência semanal. O voo de ida, com o número JD627, partirá na segunda-feira do Aeroporto Internacional de Pequim Daxing às 10:55, chegando a Lisboa às 17:15 (hora local). O voo de regresso, JD628, sairá de Lisboa às 18:55 (hora local), com chegada a Pequim Daxing às 14:00 do dia seguinte, detalhou a companhia à agência Lusa.

A rota será operada com aeronaves Airbus A330 de fuselagem larga e dois corredores, equipadas com classe executiva e económica.

Atualmente, não existem voos diretos regulares entre Lisboa e Pequim, sendo as ligações normalmente asseguradas com escalas em 'hubs' europeus ou do Médio Oriente.

O anúncio da companhia aérea surge num contexto da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que levou ao cancelamento de vários voos com escala na região.

A Beijing Capital Airlines assegura já uma ligação direta entre Lisboa e a cidade chinesa de Hangzhou, a única rota aérea direta entre Portugal e a China.

Essa ligação tem uma frequência de dois voos semanais, sendo operada de forma regular desde a retoma das ligações aéreas entre os dois países, após o fim da política chinesa de 'zero covid'.

A rota Lisboa – Hangzhou tem uma duração aproximada de 13 horas.

A expansão das ligações aéreas diretas entre Portugal e China ocorre também num contexto marcado por assimetrias operacionais no setor da aviação.

As companhias aéreas chinesas continuam a beneficiar do acesso ao espaço aéreo russo, ao contrário das transportadoras europeias, que estão impedidas de o utilizar na sequência das sanções impostas a Moscovo após a invasão da Ucrânia.

Essa diferença traduz-se em rotas mais curtas e custos operacionais mais baixos para as companhias chinesas em voos entre a Ásia e a Europa, conferindo-lhes uma vantagem competitiva relevante face às congéneres europeias, que são obrigadas a contornar o espaço aéreo russo, aumentando tempos de voo e consumo de combustível.

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