

A fabricante de artigos desportivos Adidas lucrou 1.340 milhões de euros no ano passado, mais 75,4% do que em 2024, após o aumento das vendas com novos produtos.
A Adidas informou esta quarta-feira, 4, que a faturação subiu 4,8% no último exercício, para 24.811 milhões de euros.
Da mesma forma, o lucro operacional melhorou em 2025 para 2.056 milhões de euros, 53,6% a mais do que em 2024, e a margem de rentabilidade operacional subiu para 8,3% (5,6% um ano antes).
Ainda assim, as ações da Adidas caíram hoje 6,3%, para 137,85, nos primeiros momentos de negociação na Bolsa de Frankfurt.
A administração da Adidas irá propor a distribuição de um dividendo de 2,80 euros por ação, 40% superior ao pago no exercício de 2024, o que representa 500 milhões de euros, que somados a 1.000 milhões de euros de recompras de ações resultam numa remuneração aos acionistas de 1.500 milhões de euros.
Na apresentação dos resultados, o presidente executivo (CEO), Bjoern Gulden, destacou o crescimento no quarto trimestre, apesar das turbulências externas.
A Adidas aumentou o lucro operacional no quarto trimestre do ano passado em 188,4%, para 164 milhões de euros.
“Mais do que duplicar o lucro operacional no trimestre fez com que o final do ano e 2025 fossem muito melhores do que o planeado e esperado quando o ano começou”, afirmou o CEO.
Para 2026, a Adidas prevê que as vendas aumentem cerca de 2.000 milhões de euros, o que representa um aumento percentual de um dígito.
Também prevê um lucro operacional de 2.300 milhões de euros, apesar do impacto negativo de 400 milhões de euros das tarifas dos EUA e das taxas de câmbio.
O Mundial 2026 de futebol, que vai decorrer nos Estados Unidos, no Canadá e no México, contribuirá para esse crescimento.