

O lucro da Corticeira Amorim caiu 22,4%, para 35,447 milhões de euros, nos primeiros nove meses face ao período homólogo, penalizado por encargos com a reestruturação do segmento de pavimentos e com o ajustamento dos custos.
“Após resultados atribuíveis aos interesses que não controlam, a Corticeira Amorim encerrou os primeiros nove meses de 2026 com um resultado líquido de 35,4 milhões de euros (45,68 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2025), refletindo o impacto de custos não recorrentes relacionados com a implementação da reestruturação do segmento de pavimentos da Amorim Cork Solutions e com iniciativas de ajustamento da estrutura de custos aos atuais níveis de atividade”, lê-se num comunicado enviado esta segunda-feira, 2 de novembro, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Considerando apenas o terceiro trimestre deste ano, o lucro da Corticeira Amorim aumentou 16,2%, para 10,277 milhões de euros, face a 8,844 milhões de euros do mesmo período de 2025.
De janeiro a setembro, as vendas consolidadas da empresa de Mozelos, Santa Maria da Feira, somaram 647,66 milhões de euros, uma redução de 4,3% face ao período homólogo.
Segundo a Corticeira, esta evolução “reflete menores volumes em todas as Unidades de Negócio (UN) e um ‘mix’ de produto desfavorável, particularmente na Amorim Cork, que continuou a ser penalizada pelo contexto adverso de mercado”.
As vendas foram também afetadas pela depreciação do dólar, sendo que, excluindo este efeito, a redução teria sido de 3,7%.