Lucro da Maersk dispara 52% para quatro mil milhões impulsionado por investimentos em IA e energia

No acumulado até setembro, as receitas do grupo somaram cerca de 41,7 mil milhões de euros, o que corresponde a um avanço de 15% em comparação com o ano anterior.
Créditos: Maersk
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A gigante dinamarquesa do transporte marítimo Maersk registou um lucro líquido de 4,5 mil milhões de dólares (perto de quatro mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) nos primeiros nove meses do ano. O resultado representa um crescimento de 52% face ao período homólogo de 2025.

No acumulado até setembro, as receitas do grupo somaram cerca de 41,7 mil milhões de euros, o que corresponde a um avanço de 15% em comparação com o ano anterior. Já o resultado operacional (EBIT) subiu 53%, fixando-se nos 4,6 mil milhões de euros.

O desempenho da multinacional intensificou-se no terceiro trimestre, período em que os lucros dispararam 178% para 2,7 mil milhões de euros. Entre julho e setembro, a faturação atingiu os 16,1 mil milhões — uma subida de 27% —, enquanto o resultado operacional escalou 155%, somando 2,9 mil milhões de euros.

A administração atribui a forte performance financeira ao agravamento das tarifas de frete, ao aumento dos volumes de transporte no segmento marítimo e ao crescimento contínuo do negócio de logística.

O presidente executivo da Maersk, Vincent Clerc, apontou que o atual dinamismo do comércio internacional não se deve apenas ao consumo privado. De acordo com o gestor, o mercado está a ser alavancado "por grandes investimentos na eletrificação, na energia e na rápida expansão das infraestruturas de Inteligência Artificial (IA)", fatores que impulsionaram o transporte global de mercadorias industriais. Clerc aproveitou ainda para enaltecer a capacidade de resistência e adaptação das trocas comerciais no plano global, mesmo num cenário marcado por fortes tensões geopolíticas.

Perante os resultados obtidos, o grupo dinamarquês reviu em alta as estimativas para o encerramento do exercício. A Maersk antecipa agora alcançar um EBIT subjacente anual entre os 7,1 mil e 7,6 mil milhões de euros, superando de forma expressiva o intervalo anterior, revisto em agosto, que oscilava entre os quatro mil e os 5,8 mil milhões de euros.