Lucro da Moeve triplica para 641 milhões impulsionado pela subida do crude

A energética anunciou ainda que os investimentos aumentaram 20% no primeiro semestre, para 605 milhões de euros, com 69% desse montante destinado a projetos de transição energética.
Lucro da Moeve triplica para 641 milhões impulsionado pela subida do crude
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A energética Moeve, antiga Cepsa, anunciou, esta sexta-feira, um lucro líquido de 641 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um aumento de 252% face ao período homólogo de 2025, que a empresa atribui à subida dos preços do petróleo bruto.

O resultado líquido ajustado subiu 41%, para 458 milhões de euros, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 61%, fixando‑se em 1,2 mil milhões. Estes indicadores refletem a combinação entre a valorização dos produtos refinados e a disciplina operacional, segundo a empresa.

Nos primeiros seis meses, os investimentos aumentaram 20%, para 605 milhões de euros, com 69% desse montante — um valor recorde — destinado a projetos de transição energética, numa fase marcada por tensões no Médio Oriente. O fluxo de caixa operacional atingiu 762 milhões, sendo apontado pela Moeve como prova de que a empresa consegue conciliar investimento e liquidez.

A dívida líquida a 30 de junho situou‑se em 2,3 mil milhões de euros e o rácio dívida líquida/EBITDA caiu para 1,2x, contra 1,9x no primeiro semestre de 2025, evidenciando uma desalavancagem significativa.

Paralelamente, as negociações entre Galp e Moeve para combinar negócios de refinação e comercialização continuam em curso, sendo que a Galp admitiu esta semana que a conclusão do acordo poderá ocorrer no quarto trimestre.

O projeto assenta num acordo não vinculativo entre as partes e envolve ativos e operações na Península Ibérica — incluindo a refinaria da Galp em Sines e as unidades da Moeve em Huelva e Cádis — bem como negócios petroquímicos e regiões de atividade na América do Norte, América Latina e África.

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