

A Navigator totalizou 65,4 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses do ano, uma descida de 44,8% relativamente ao período homólogo de 2025, foi esta quinta-feira, 22 de outubro, comunicado ao mercado.
Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa divulgou que o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) cedeu 29,3% para 212,2 milhões de euros.
As vendas totais da papeleira fixaram-se em 1.333,3 milhões de euros, abaixo dos 1.489,3 milhões de euros apurados nos primeiros noves meses de 2025.
Já a dívida líquida remunerada é agora de 765 milhões de euros, registando-se uma diminuição de 4,6%.
Na análise aos primeiros nove meses de 2026, a Navigator destacou que este período foi impactado "pelas condições meteorológicas extremas registadas no primeiro trimestre e pelas paragens de manutenção programadas no segundo trimestre, em Setúbal e Aveiro e no terceiro trimestre na Figueira da Foz".
A Navigator destacou que as paragens foram potenciadas para acelerar a transição tecnológica e de descarbonização, integrando com sucesso novos projetos de inovação industrial viabilizados pelos recentes investimentos.
"Estas condicionantes transitórias afetaram os volumes disponíveis de pasta e papel e levaram a um aumento não recorrente do consumo de energia fóssil, em particular gás natural, com impacto direto nos custos, quer por via de maiores consumos e níveis de preços elevados, quer pela necessidade acrescida de aquisição de licenças de CO2", detalhou.
A empresa sublinhou também que "o contexto macroeconómico internacional permanece condicionado pelo agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, num ambiente marcado por volatilidade e incerteza".
"Para além dos desafios decorrentes do contexto macroeconómico internacional, a Navigator enfrentou condicionantes operacionais que afetaram a disponibilidade de produto ao longo do ano", realçou.
A Navigator salientou também que se encontra "na fase final de concretização de um importante ciclo de investimento estratégico, reforçando as bases para uma nova etapa de crescimento sustentável e criação de valor".
"A integração de novas tecnologias e de vários projetos industriais nas unidades de pasta, nomeadamente no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), implicou um período transitório de adaptação operacional mais longo do que é normal. Contudo, estes investimentos deverão traduzir-se em ganhos de produtividade, maior eficiência na utilização de recursos e reforço do desempenho ambiental, contribuindo para o aumento da competitividade da Empresa no médio e longo prazo", pode ler-se.