

O lucro líquido da fabricante automóvel Porsche aumentou 49,1%, no primeiro semestre, atingindo os 1.070 milhões de euros, apesar da crise que o setor automóvel atravessa e da redução de custos em vigor, divulgou esta quarta-feira a marca alemã.
O lucro bruto foi de 1.350 milhões de euros, o que representa um aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O volume de negócios, por sua vez, diminuiu 5,1%, para 17.230 milhões de euros
O responsável financeiro da Porsche, Jochen Breckner, afirmou que, apesar do contexto difícil para o setor, a empresa mantém as previsões para este ano, que apontam para um volume de negócios entre 35.000 e 36.000 milhões de euros.
“A gestão rigorosa dos custos e a estratégia, que dá prioridade ao valor em detrimento do volume, estão a mostrar os primeiros efeitos positivos. Por isso, mantemos a nossa previsão”, precisou o responsável da marca.
Ainda assim, a empresa foi afetada pela deterioração do negócio na China, pelos efeitos das tarifas comerciais e pelo facto de os elevados investimentos em modelos elétricos não terem produzido os resultados esperados.
As vendas de modelos elétricos da Porsche na China caíram para metade no primeiro semestre, para 562 unidades, enquanto as vendas de veículos com motor de combustão caíram um terço.
Nos últimos anos, as vendas de automóveis Porsche na China passaram de 100.000 unidades anuais para cerca de 25.000 previstas para o presente exercício.
Na segunda-feira, a direção e os trabalhadores chegaram a acordo sobre um segundo pacote de medidas de poupança, que inclui a redução de 5.000 postos de trabalho e a renúncia, por parte dos funcionários, a aumentos salariais e a parte do subsídio de Natal.
A redução do quadro de pessoal será efetuada através da rescisão de contratos, o que implica o pagamento de indemnizações, e de planos de reforma antecipada.
Em troca, a Porsche garante que não haverá despedimentos por motivos empresariais até 2035 e que manterá as fábricas nas localidades de Zuffenhausen e Weissach, na Alemanha.