

A Unilever registou um lucro líquido atribuído de 3.316 milhões de euros no primeiro semestre, uma queda de 5,6% relativamente ao resultado do primeiro semestre do exercício anterior, informou esta terça-feira a ‘gigante’ europeia de produtos de consumo.
O volume de negócios da Unilever nos primeiros seis meses do exercício atingiu 25.623 milhões de euros, 0,5% acima do valor do ano anterior.
Entre as principais unidades de negócio, o volume de negócios semestral da área de beleza aumentou 0,3%, para 6.509 milhões de euros, enquanto a área de cuidados registou um aumento de 4,2%, com 6.817 milhões.
O negócio de produtos para o lar aumentou as receitas em 1,5%, para 5.992 milhões de euros, mas a área de alimentação registou uma queda de 4% nas vendas, para 6.305 milhões de euros.
Por regiões, as vendas da empresa na Ásia-Pacífico e em África diminuíram 0,9%, para 11.298 milhões, embora tenham aumentado 3,5% na América, para 9.756 milhões.
Na Europa, a empresa registou uma queda nas vendas de 2,4%, para 4.569 milhões de euros.
“Conseguimos um desempenho sólido impulsionado pelo volume no primeiro semestre, com uma recuperação significativa no segundo trimestre, o melhor trimestre em termos de volume para a Unilever em mais de uma década”, referiu o presidente executivo (CEO), Fernando Fernández.
O CEO disse ainda que “estes resultados demonstram a capacidade de continuar a obter bons resultados enquanto a empresa transforma o portfólio”, referindo-se ao processo de integração do negócio alimentar da Unilever com a McCormick, que transformará a Unilever numa empresa especializada em cuidados domésticos e pessoais.
Além disso, embora tenha alertado para o facto de o contexto macroeconómico continuar incerto, antecipou que a Unilever encontra-se em boa posição para cumprir as previsões anuais, revistas em alta.
Em março, a Unilever chegou a um acordo com o grupo McCormick & Company para fundir o negócio de alimentação, excluindo a Índia, através de uma transação em dinheiro e ações que se prevê que esteja concluída em 2027 e que avalia em cerca de 39.000 milhões de euros a divisão proprietária de marcas como Hellmann's ou Knorr.