Lucro do banco suiço UBS subiu quase 80% no 1.º trimestre para 2,6 mil milhões

A receita líquida do banco suiço até março atingiu os 12,2 mil milhões de euros, 13,4% acima dos valores do primeiro trimestre de 2025.
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O banco suíço UBS encerrou o primeiro trimestre do ano com um lucro líquido atribuível aos acionistas de 3.040 mil dólares (2.597 milhões de euros), um aumento de 79,7% em comparação com o período homólogo.

A receita líquida do UBS até março atingiu os 12.166 milhões de euros, 13,4% acima dos valores do primeiro trimestre de 2025, enquanto o montante destinado à cobertura de perdas com crédito chegou aos 60 milhões de euros, uma redução de 30%.

A receita líquida de juros do UBS no trimestre foi de 1.982 milhões de euros, um aumento de 42,4%, enquanto a receita com taxas subiu 14%, para 6.600 milhões de euros.

Entre as principais unidades de negócios do banco suíço, a divisão global de gestão de património gerou 6.070 milhões de euros em receita.

A receita do segmento corporativo subiu 13,8%, atingindo os 2.221 milhões de euros, enquanto a área do banco de investimento cresceu 37,6%, para 3.463 milhões de euros.

No entanto, a gestão de ativos caiu 3,5%, para 659 milhões de euros.

No primeiro trimestre do ano, o banco concluiu com sucesso a migração das contas de clientes, transferindo todos os utilizadores registados na Suíça para as plataformas do UBS.

Esta operação abriu caminho para a conclusão substancial da integração com o Credit Suisse até o final do ano e desbloqueou o potencial para um maior crescimento e melhor eficiência.

O UBS conseguiu ainda reduzir 683 milhões de euros os custos adicionais.

“Obtivemos excelentes resultados financeiros e continuamos no caminho certo para atingir as nossas metas financeiras para 2026”, afirmou o diretor executivo do UBS, Sergio P. Ermotti, ressaltando a natureza volátil e imprevisível do ambiente geopolítico e de mercado durante o primeiro trimestre.

Para o segundo trimestre, a instituição suíça destaca que os mercados permaneceram, em geral, resilientes, refletindo a expectativa de que seja possível uma solução diplomática duradoura para o conflito no Médio Oriente Médio e, por isso, mantém-se confiante em atingir as metas financeiras definidas para 2026.

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