

O Novo Banco alcançou em 2025 o maior resultado da sua história, com lucros de 828,1 milhões de euros, um crescimento de 11,2% face a 2024, anunciou esta sexta-feira, 6 de março a entidade bancária em comunicado.
A performance foi destacada pelo presidente executivo, Mark Bourke, que sublinha a consolidação de uma trajetória de crescimento sustentável.
Apesar da quebra das taxas de juro, que trouxe uma redução de 7% na margem financeira para 1,1 mil milhões de euros, o banco compensou a pressão nos juros com outras fontes de receita.
As comissões registaram um aumento de 9,5%, para 353,6 milhões de euros, enquanto os resultados de operações financeiras mais do que duplicaram, atingindo 42,2 milhões.
Outros resultados de exploração quase duplicaram para 76,9 milhões de euros, incluindo a devolução ao banco da Contribuição Adicional de Solidariedade, cujo pagamento foi considerado inconstitucional.
As imparidades e provisões recuaram 31%, para 129,8 milhões de euros, contribuindo para a melhoria dos resultados líquidos.
Criado em agosto de 2014 na sequência da resolução do Banco Espírito Santo, o Novo Banco entrou em fase de mudança acionista no último ano com o acordo de venda ao grupo francês BPCE, numa transação que deve concluir-se no primeiro semestre deste ano.
No âmbito do negócio, o BPCE comprometeu‑se a pagar 6,4 mil milhões de euros aos acionistas — 4,8 mil milhões para o fundo Lone Star (75% do capital) e 1,6 mil milhões para o Estado (25%).
De acordo com o comunicado ao mercado, no final de 2025 o grupo empregava 4.081 trabalhadores, o que representa uma diminuição líquida de 114 pessoas face ao fim de 2024 — refletindo, no entanto, uma saída de 115 trabalhadores ocorrida ao longo do exercício.
Paralelamente, a rede comercial passou a contar com 289 balcões, menos um face ao ano anterior.