

A Nokia registou uma forte aceleração financeira ao mais do que duplicar o seu lucro líquido atribuível nos primeiros nove meses do ano, atingindo os 240 milhões de euros em termos homólogos comparativamente ao mesmo período de 2025.
De acordo com o balanço financeiro divulgado esta quinta-feira pela tecnológica finlandesa de telecomunicações, o lucro bruto apurado entre janeiro e setembro escalou 7,7%, fixando-se nos 6,3 mil milhões de euros. Em sentido inverso, o resultado operacional da empresa sofreu uma contração de 43%, recuando para os 229 milhões de euros.
De acordo com a tecnológica, a contração no resultado operacional foi motivada, essencialmente, por encargos extraordinários decorrentes de custos com a reestruturação empresarial, além da amortização e depreciação de ativos intangíveis.
Ao longo dos primeiros nove meses do ano, a companhia finlandesa alcançou um volume de negócios de 14,4 mil milhões de euros, um valor que traduz uma progressão de 7,1% face ao período homólogo anterior.
Na análise por mercados geográficos, a Nokia registou um crescimento de 9% nas vendas em duas regiões estratégicas: no continente americano, onde a faturação se fixou nos 5,1 mil milhões de euros, e no bloco que agrega a Europa, Médio Oriente e África (EMEA), que contribuiu com 6,2 mil milhões para a receita global. Na área geográfica da Ásia-Pacífico, a tecnológica registou uma progressão mais contida, com as vendas a avançarem 1%, totalizando 3,1 mil milhões de euros.
Em nota oficial, o presidente executivo (CEO) da Nokia, Justin Hotard, sublinhou o desempenho da divisão focada em Inteligência Artificial (IA) e computação em nuvem, cujo volume de negócios mais do que duplicou no terceiro trimestre face ao período homólogo do ano passado. O líder da empresa finlandesa adiantou ainda que esta área de negócio captou uma vaga de novas encomendas avaliada em 1,5 mil milhões de euros.