

O Banco Santander Totta registou um resultado líquido recorrente na ordem de 693,7 milhões de euros em Portugal, entre janeiro e setembro. Em causa está um decréscimo de 1% face ao mesmo período do ano passado (700,7 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2025).
Posto isto, o RoTE (lucro em relação ao capital próprio excluindo ativos tangíveis) foi de 29,6%.
O banco apresentou os resultados financeiros num comunicado enviado à CMVM e conhecido na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro. Outro dado importante diz respeito à margem financeira do banco (diferença entre os juros e rendimentos similares que cobra pela concessão de crédito e os juros e encargos similares que paga pela captação de recursos), que caiu 1,3% naquele período.
O Santander optou por reduzir a operação em Portugal. O número de colaboradores baixou para 4.509 até setembro (menos 157 do que em dezembro de 2025), ao passo que o número de agências do banco ficou-se nas 258 (menos 20). Neste contexto, os custos operacionais recuaram 0,7%, até aos 385,7 milhões de euros.
Ainda assim, o banco viu a base de clientes ativos subir para 1,97 milhões, o que traduz um aumento de 23 mil face a dezembro do ano passado.
Olhando a contas financeiras, o resultado antes de impostos recuou 3,4% em termos homólogos, de 998,7 milhões para 964,7 milhões de euros. Em simultâneo, o resultado líquido consolidado caiu 8,8%, de 728,2 milhões para 663,8 milhões de euros. Por outro lado, as comissões líquidas avançaram 4,8%, até aos 382,9 milhões de euros.
Os efeitos líquidos não recorrentes haviam sido positivos em 27,6 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano passado, mas caíram para os 29,9 milhões de euros abaixo do "zero", no mesmo período de 2026.
Em simultâneo, o ativo líquido cresceu 7,2% e atingiu 61.321 milhões de euros, ao passo que o crédito líquido a clientes avançou 8,3%, até aos 56.509 milhões. Os recursos de clientes aumentaram 6,3%, para 51.608 milhões de euros.
A carteira de crédito à habitação do Santander em Portugal cresceu 6,7% entre janeiro e setembro, face a igual período de 2025. É que o valor em questão atingiu 26,4 mil milhões de euros, pelo que o banco sublinha que "continua a ser uma importante alavanca de captação e vinculação de clientes", pode ler-se.
Ao mesmo tempo, desde o início de 2025 até ao presente, os jovens com até 35 anos representaram 43% nos novos contratos de crédito à habitação. Do total, quase metade foram realizados com recurso à garantia pública (volume de crédito correspondente a 1,8 mil milhões de euros).
Ao mesmo tempo, o crédito ao consumo cresceu 6,1% em termos homólogos, até aos 2,2 mil milhões de euros.