

A guerra no Médio Oriente continua a afetar as cadeias de distribuição ao redor do mundo.
Pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo ladeado a Este pelo território iraniano, passa cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás natural, o que faz deste um ponto fulcral para a economia, à escala mundial. Ora, o Irão decidiu fechá-lo, provocando uma disrupção nas cadeias de distribuição.
Uma das consequências é a mais recente decisão da Maersk, tomada esta sexta-feira, 6 de março, o sétimo dia de guerra. A gigante do transporte marítimo pelo mundo optou por suspender temporariamente duas rotas, que ligam o Médio Oriente à Europa e Ásia.
De acordo com a plataforma Xeneta, que se especializa em dados sobre o transporte de mercadorias, 147 navios de transporte de contentores estão ancorados no Golfo Pérsico.
O cenário está a provocar atrasos e aumento nas taxas pagas pelo transporte de mercadorias, que assim se tornam mais caras para o consumidor final.