MEO, NOS e Vodafone unem redes contra fraude digital que aumentou 45% em Portugal

As empresas passaram a integrar o ecossistema GSMA Open Gateway, disponibilizando soluções unificadas de verificação de identidade para combater as burla digitais, que ameaçam o setor bancário.
MEO, NOS e Vodafone unem redes contra fraude digital que aumentou 45% em Portugal
Helena Costa
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As três principais operadoras de telecomunicações em Portugal — NOS, MEO e Vodafone — anunciaram em conjunto que passam a integrar a iniciativa global GSMA Open Gateway. O objetivo é disponibilizar novas APIs (Interfaces de Programação de Aplicações) de rede destinadas a mitigar o aumento da fraude digital no país.

A medida surge em resposta aos dados do Banco de Portugal, que apontam a burla digital como uma das maiores ameaças ao setor bancário, tendo registado um disparo de 45% no território nacional no último ano. Com estas novas ferramentas técnicas, as operadoras pretendem fornecer às organizações mecanismos mais robustos para a validação de identidades.

Desenvolvidas sob os padrões internacionais do consórcio CAMARA, estas APIs permitem que programadores e empresas incorporem as novas barreiras de segurança nos seus sistemas de forma homogénea. O modelo assegura a escalabilidade do serviço, funcionando de igual modo independentemente da rede móvel que o utilizador final utilize.

Henry Calvert, diretor de Redes da GSMA, refere que esta iniciativa "abre novas oportunidades para empresas, programadores e organizações que procuram criar soluções inovadoras com base nas capacidades avançadas das redes móveis", para além de contribuir para "o desenvolvimento de um ecossistema digital mais seguro e interoperável, preparado para suportar a próxima geração de serviços digitais".

Judite Reis, diretora de Engenharia de Redes da NOS, realça que "este é um passo importante para aproximar o valor da nossa rede das empresas e dos serviços digitais que estas prestam".

Já Filipe Arnaut Mendonça, diretor sénior de Negócios Corporativos e Empresariais da MEO, salienta que o compromisso da empresa "é continuar a desenvolver o nosso portfólio de APIs, promovendo a inovação e garantindo simultaneamente a segurança, a privacidade e a proteção de dados desde a conceção".

Por fim, Johanna Wood, diretora de API de Rede da Vodafone, para justificar este passo lembra que "à medida que as ameaças de fraude continuam a evoluir, as empresas precisam de formas mais robustas e integradas de verificar as identidades dos clientes".

O arranque deste ecossistema conta com o suporte tecnológico da Nokia, através da sua plataforma Network as Code. Esta solução agrega as diferentes APIs e promete simplificar o canal de comunicação entre as redes das operadoras e os criadores de aplicações, facilitando a integração técnica, a gestão de tráfego de dados e a futura rentabilização destas capacidades digitais.

Mikko Jarva, diretor da Plataforma de Monetização de Rede da Nokia, salienta que "com o Nokia Network as Code a proporcionar acesso unificado às APIs de rede em todas as redes de Portugal, as organizações podem implementar mais facilmente serviços que reduzem a fraude digital, reforçam a autenticação dos clientes e proporcionam experiências digitais fiáveis".

No estágio inicial, é referido que as novas ferramentas estarão focadas exclusivamente em mitigar e identificar burlas digitais, elevando os índices de segurança sem prejudicar a experiência do utilizador. Ao eliminar a obrigatoriedade de passos adicionais de autenticação em momentos específicos, o sistema torna os processos digitais mais ágeis e intuitivos, ao mesmo tempo que otimiza a eficiência operacional das empresas.

Este investimento surge num momento em que a escalada de esquemas de falsificação de identidade e roubo de credenciais obriga as marcas a encontrar metodologias mais robustas para validar os seus utilizadores, sem que isso crie barreiras ou atritos na navegação digital diária.

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