Mota-Engil conquista concessão para túnel submerso em Santos por 1,2 mil milhões de euros

Após o início da operação, subsidiária da construtora na América Latina terá receita anual fixa equivalente a 67,1 milhões. O contrato de 25 anos prevê uma receita adicional estimada de 385 milhões.
Mota-Engil conquista concessão para túnel submerso em Santos por 1,2 mil milhões de euros
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A Mota-Engil, através da subsidiária Mota-Engil Latam Portugal, assinou a concessão do projeto PPP para a construção, operação e manutenção do túnel submerso Santos-Guarajá, no Estado de São Paulo, Brasil.

O investimento total do projeto é de cerca de 7,8 mil milhões de reais, o equivalente a 1,2 mil milhões de euros, dos quais até 5,1 mil milhões de reais (785 milhões de euros) serão aportados por entidades públicas durante a construção, divididos entre o governo de São Paulo e o governo federal.

A concessão tem a duração de 30 anos em regime de disponibilidade, ou seja, com o pagamento ao longo do tempo a ser assegurado pelo Estado.

Prevê-se a construção do primeiro túnel submerso do Brasil, com cerca de 1,5 quilómetros de extensão total, incluindo 870 metros submersos sob o canal de acesso ao porto de Santos.

Após o início da operação, a subsidiária da Mota-Engil terá uma receita anual fixa equivalente a 67,1 milhões de euros. O contrato prevê, durante o período de operação, que é de 25 anos, uma receita adicional estimada de cerca de 385 milhões de euros.

O contrato de construção, com duração de cinco anos, aumentará a carteira de encomendas da Mota-Engil em cerca de 1,2 mil milhões de euros, e contempla um túnel com três faixas em cada sentido, linha para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ciclovia e passeios.

A travessia deverá reduzir-se de cerca de uma hora para cinco minutos, beneficiando uma população estimada em 720 mil utilizadores dos acessos atuais, e reforçando a competitividade do Porto de Santos, o maior da América Latina, com impacto positivo na atividade económica e na redução do consumo de combustíveis e das emissões.

Com este contrato, integrado no Novo PAC – Plano de Aceleração e Crescimento, a Mota-Engil reforça a sua carteira no Brasil para cerca de 2,2 mil milhões de euros, num mercado que o grupo vê com elevado potencial para aprofundamento da sua presença e investimento a médio e longo prazo.

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