

A empresa finlandesa de telecomunicações Nokia obteve um lucro líquido atribuído de 86 milhões de euros no primeiro trimestre, contra um prejuízo de 59 milhões no mesmo período de 2025, foi anunciado esta quinta-feira, 23.
O lucro bruto da Nokia ascendeu a 1.988 milhões de euros, mais 9% do que no ano anterior, enquanto o lucro operacional se situou em 62 milhões, que compara com a perda operacional de 21 milhões do primeiro trimestre de 2025.
A empresa tecnológica finlandesa, uma das maiores fabricantes mundiais de redes de telecomunicações juntamente com a chinesa Huawei e a sueca Ericsson, faturou 4.497 milhões de euros entre janeiro e março, mais 2,4% que no ano anterior.
Segundo a Nokia, este aumento deveu-se à forte procura dos seus negócios de redes para a Inteligência Artificial (IA) e serviços em nuvem, cujas vendas aumentaram 49% e representaram 8% da faturação total do grupo.
Por zonas geográficas, a Nokia aumentou as vendas na América do Norte, onde faturou 1.537 milhões de euros (mais 4%), e principalmente na Europa, Médio Oriente e África, onde aumentou as receitas em 8%, para 1.997 milhões.
Em contrapartida, as vendas caíram 9% na região da Ásia-Pacífico, para 963 milhões de euros.
O Mobile Infrastructure, o negócio que mais receitas gera depois da recente reestruturação, faturou 2.495 milhões de euros, menos 3% que no ano anterior, embora as vendas, sem considerar as taxas de câmbio, tenham crescido 3 pontos percentuais.
Esta divisão, centrada na implantação de redes e software para telefonia móvel de quinta geração (5G), registou um lucro operacional de 222 milhões de euros, mais 68% do que no ano anterior.
A Network Infrastructure, a divisão de redes fixas, óticas e de IP, faturou 1.829 milhões de euros, um aumento de 12% em relação ao ano anterior, impulsionada pelo aumento das vendas de infraestruturas de fibra ótica entre os clientes dedicados à IA e aos serviços em nuvem.
Dentro desta divisão destacou-se o negócio de redes óticas, cuja faturação cresceu 56% em relação ao ano anterior, atingindo 821 milhões de euros, compensando amplamente a queda das redes fixas (-18%) e de IP (-3%).
O benefício operacional desta divisão aumentou 7% em relação ao ano anterior, atingindo 123 milhões de euros, e foi afetado pelos investimentos em redes óticas e pelos custos associados à aquisição da empresa americana de fibra ótica Infinera.
O novo CEO da Nokia, Justin Hotard, destacou num comunicado a solidez dos resultados financeiros deste trimestre, especialmente no negócio de IA e computação em nuvem, que neste período recebeu pedidos no valor de 1.000 milhões de euros.