

O ministro da Presidência não tem dúvidas de que a redução da burocracia é uma mais valia no que diz respeito à criação de valor nas empresas. A propósito, assegura que o Governo "não quer ser o cientista chefe", no que diz respeito à inovação.
Numa conferência que teve lugar no Caramulo Experience Center e cujo tema foi "O Poder da Inovação", o membro do Governo lembrou que o papel do Estado, neste âmbito é de regulador e criador de oportunidades, sem criar barreiras. Neste capítulo, "Bruxelas e o Terreiro do Paço viciaram-se em criar regras" que dificultam a inovação, atirou.
Natural do Caramulo, Leitão Amaro reconheceu a importância de "não ter a mania que é o Estado ou os burocratas que inovam. Não são os ministros que escolhem quais são as tecnologias que vão funcionar", sublinhou. Em seguida, acrescentou que as "ideias disruptivas" cabem às empresas, ao passo que o papel do Estado passa por criar "condições".
Neste sentido, "não queremos ser o cientista chefe", mas sim preparar a economia para que as empresas e os empresários se levantem depois de os respetivos projetos falharem (porque, diz, alguns vão inevitavelmente falhar). Posto isto, o Estado "não deve expropriar o mérito" de quem trabalha.
Ora, na perspetiva do próprio, o Governo "tem baixado os impostos às empresas e às famílias", mediante uma ideia de que "o Estado deve recuar" em matéria de burocracia.
Em simultâneo, importa fazer baixar os custos da energia e conseguir expandir a rede 5G, lembra o ministro. Algo que seria um contributo no sentido de "disponibilizar recursos para que seja fácil transformar projetos iniciais em projetos de sucesso", assinala.