

A Bayer anunciou um prejuízo líquido de 3,6 mil milhões de euros em 2025, um agravamento de 41,8% face a 2024, que a empresa atribui sobretudo aos elevados encargos relacionados com litígios nos Estados Unidos.
As vendas recuaram 2,2%, para 45,6 mil milhões de euros, contudo, excluindo efeitos cambiais e alterações na carteira, a faturação apresentou um crescimento de 1,1%. O resultado operacional virou negativo, fixando‑se em -1,1 mil milhões, contra um lucro operacional de 71 milhões no ano anterior.
Os efeitos extraordinários negativos totalizaram 6,2 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 12,3% em relação a 2024, concentrando‑se em mais de metade no quarto trimestre devido a custos com disputas legais.
Na apresentação dos números, o CEO do grupo químico e farmacêutico alemão, Bill Anderson, destacou a recuperação das receitas na divisão de fitossanitários e o progresso da área farmacêutica, impulsionado pela entrada de novos medicamentos. Em sentido contrário, a unidade de produtos sem receita continua a registar fraqueza nos mercados dos EUA e da China.
Apesar das perdas, a administração propõe aos accionistas um dividendo de 0,11 euros por ação relativo a 2025. Para 2026, a Bayer antevê vendas entre 44 mil e 46 mil milhões de euros.