Preços dos combustíveis fazem lucro da Shell disparar para mais do dobro até setembro

As receitas aumentaram 26,4%, apoiadas na subida dos preços dos combustíveis, ao passo que o lucro líquido disparou 108% nos primeiros nove meses do ano, face ao período homólogo.
Preços dos combustíveis fazem lucro da Shell disparar para mais do dobro até setembro
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A petrolífera Shell registou um lucro atribuído de 28.573 milhões de dólares (cerca de 25.665 milhões de euros) até setembro, um aumento de 108% em relação ao mesmo período de 2025, divulgou hoje a empresa.

Num comunicado enviado à Bolsa de Londres, a petrolífera indicou que os lucros antes de impostos atingiram, nos nove meses, 43.068 milhões de dólares (cerca de 38.684 milhões de euros), um aumento de 88% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já as receitas totais atingiram 261.808 milhões de dólares (cerca de 235.163 milhões de euros), o que representa um aumento homólogo de 26,4%.

Os custos de produção ascenderam a 17.485 milhões de dólares (cerca de 15.705 milhões de euros) nos nove meses, enquanto os custos administrativos e de distribuição situaram-se nos 8.251 milhões de dólares (cerca de 7.411 milhões de euros).

O EBITDA ajustado (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustados) centrou-se, entre janeiro e setembro, em 61.187 milhões de dólares (cerca de 54.960 milhões de euros), mais 41% do que no mesmo período do ano anterior.

O fluxo de caixa livre (o montante em dinheiro que a empresa gera após pagar as despesas operacionais e os investimentos de capital necessários para manter a atividade) atingiu, nesse período, 36.773 milhões de dólares (cerca de 33.030 milhões de euros), um aumento de 68,6%.

Já a dívida líquida atingiu, no final de setembro passado, 39.733 milhões de dólares (cerca de 35.689 milhões de euros), uma queda de 10,7% em relação ao mesmo mês de 2025.  

Citado em comunicado, o presidente executivo (CEO) da Shell, Wael Sawan, afirmou que “o desempenho operacional permitiu obter resultados muito sólidos num trimestre marcado por perturbações contínuas e graves no sistema energético mundial”.

Devido à escalada do conflito no Médio Oriente, o preço do petróleo subiu consideravelmente nos últimos meses, ultrapassando a barreira dos 114 dólares por barril.

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