

O Instituto Nacional de Estatística divulgou esta sexta-feira que o índice agregado de produção industrial caiu 0,6% no segundo trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano passado.
Mais do que um número isolado, os dados mostram uma indústria fragmentada: alguns ramos retraem com força enquanto outros contêm a queda.
A energia foi o ponto fraco mais evidente, com uma contração de 9,8% — uma viragem acentuada depois dos sinais positivos do trimestre anterior. Essa descida explica grande parte do retrocesso agregado e reflete, em parte, ajustes na procura e preços nesse sub-sector.
Por outro lado, os bens intermédios destacaram‑se como fator estabilizador, crescendo 2,9% no trimestre e proporcionando o único contributo positivo para o índice total.
Já os bens de consumo e os de investimento mostraram sinais de fragilidade: os primeiros registaram uma variação trimestral de 0,2% (era −1,9% no trimestre anterior) e, em junho, uma taxa homóloga de −2,3%, com um contributo de −0,7 p.p.; já os bens de investimento passaram de 1% em maio para −2,9% em junho, contribuindo com −0,6 p.p.
A leitura mensal de junho intensifica a preocupação: o índice caiu 3,8% em relação a maio e apresentou uma variação homóloga de -0,7% (‑0,6% excluindo energia).