

O Projeto Lítio do Barroso está mais perto de iniciar a construção. Deverá ter uma vida útil inicial de 14 anos, período durante o qual sairá dali matéria prima para o fabrico de mais de sete milhões de baterias para automóveis elétricos.
Foi concluído o Estudo Definitivo de Viabilidade referente àquela mina. Em causa está uma validação de elevada exigência, que permite tirar várias conclusões sobre a importância do projeto, antes de seguir para as etapas seguintes.
Num comunicado enviado às redações, a Savannah Resources esclarece que foi confirmada a viabilidade nas vertentes técnica, económica, ambiental e operacional do projeto aos olhos de investidores, bancos e parceiros comerciais. A aprovação possibilita a obtenção de financiamento junto de instituições financeiras, assim como estabelecer parcerias e preparar o início da construção da fábrica, estrada e restantes infraestruturas.
Entre as conclusões do estudo, está a estimativa de uma vida útil inicial que ascende a 14 anos. A Reserva Provável JORC inicial envolve 20 milhões de toneladas de minério e deverão ser produzidas 2,56 milhões de toneladas de concentrado de espodumena, ou seja, matéria-prima suficiente para mais de sete milhões de baterias para carros elétricos. Uma eventual extensão da vida útil poderá elevar o indicador para mais de 40 anos.
No âmbito macroeconómico, acresce que deverão ser criados cerca de 500 postos de trabalho permanentes na fábrica e mais de mil empregos indiretos e induzidos. O Projeto Lítio do Barroso deverá ainda contribuir com 720 milhões de euros em impostos, taxas e royalties para Portugal.
Recorde-se que o projeto tem o apoio da AICEP, depois de as duas partes assinarem um contrato de investimento que prevê apoio financeiro até 110 milhões de euros, sujeito à concretização dos investimentos previstos.
Em 2025, o projeto foi classificado pela União Europeia como Projeto Estratégico, pelo papel que poderá ter no âmbito da transição energética.