

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk obteve um lucro líquido de 86.286 milhões de coroas (11.545 milhões de euros) nos primeiros nove meses, mais 14% que em igual período de 2025, anunciou esta quarta-feira a empresa.
As vendas líquidas ascenderam a 254.506 milhões de coroas dinamarquesas (34.051 milhões de euros), que traduz um aumento de 13% a taxas de câmbio constantes.
O lucro operacional (ebit) foi de 109.690 milhões de coroas (14.676 milhões de euros), mais 14% que no mesmo período de 2025.
No terceiro trimestre, a Novo Nordisk ganhou 16.740 milhões de coroas (2.240 milhões de euros), menos 16% que no mesmo período de 2025.
O resultado foi marcado pelo impacto negativo de 8.700 milhões de coroas (1.164 milhões de euros) por encargos de deterioração de valor que não implicaram saída de caixa vinculados a um ajustamento da produção e a um projeto fracassado de um medicamento.
As vendas líquidas entre julho e setembro subiram 4% a taxas de câmbio constantes até 79.195 milhões de coroas (10.596 milhões de euros).
O EBIT foi de 23.011 milhões de coroas (3.079 milhões de euros), menos 3%.
A Novo Nordisk elevou as suas previsões para o resultado anual, graças à melhoria nas vendas dos produtos Ozempic e Wegovy para o tratamento da diabetes e da obesidade: agora espera uma evolução para as vendas de entre -2% e 2%, quando antes apontava para entre -6% e zero.
"O crescimento foi liderado pelo nosso portfólio para a obesidade, com um aumento contínuo da procura pelo comprimido Wegovy nos Estados Unidos e o promissor início dos lançamentos internacionais", afirmou no balanço o diretor executivo da empresa, Mike Doustdar.