

A Revolut prepara-se para adquirir o Banco Cetelem Argentina, pertencente ao BNP Paribas Personal Finance. A fintech revela esta sexta-feira, em comunicado, que já recebeu o aval do banco central, sendo considerado um passo crucial para consolidar a sua presença no país.
Após a conclusão do negócio, a instituição passará a chamar-se Revolut Bank Argentina e funcionará como uma entidade regulada. No entanto, inicialmente, não oferecerá produtos ao público. Agustin Danza será nomeado CEO, sujeito à aprovação do Banco Central da Argentina.
A fase inicial focar-se-á no cumprimento das normas regulatórias e na finalização da proposta de valor antes do lançamento oficial no mercado. "Este é um marco no nosso compromisso com a Argentina. A aprovação aproxima-nos da operação bancária no país", afirmou Agustin Danza, citado no documento.
A Argentina, vista como promissora para a Revolut na América Latina, já conta com 150 mil consumidores na lista de espera, indicando forte interesse pela oferta da empresa. A Revolut planeia fornecer uma plataforma integrada de serviços financeiros, destacando-se no mercado local, realça o comunicado.
Nos próximos meses, a Revolut pretende reforçar a sua equipa e infraestrutura na Argentina, enquanto cumpre os requisitos regulatórios. Além disso, a empresa formou uma equipa de liderança local, incluindo Juan Marotta, ex-CEO do HSBC Argentina, como presidente do Conselho de Administração.
Esta aquisição faz parte da estratégia da Revolut para expandir a sua presença na América Latina, complementando operações já existentes na região. A Revolut continua a sua expansão global em 40 mercados, com operações bancárias licenciadas no Reino Unido, México, Austrália e Europa.
A empresa lançou recentemente o Revolut Bank no México e está a avançar com licenças em vários países, incluindo os EUA, Emirados Árabes Unidos, Peru, Colômbia e África do Sul.