Shein quer entrar em bolsa mas desvaloriza 75% desde 2022

A retalhista chinesa valia perto de 100 mil milhões de dólares em 2022. Desde então o apertar das leis em países para os quais vende causaram um tombo acentuado. Agora, a empresa quer abrir o capital.
Shein quer entrar em bolsa mas desvaloriza 75% desde 2022
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A Shein prepara a entrada em bolsa, depois de desvalorizar 75% desde 2022. O apertar das regras está na base da desvalorização.

De acordo com os rumores, a empresa chinesa de retalho low cost quer fazer uma Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) para passar a negociar na bolsa de Hong Kong. Tal significaria abrir o capital a investidores nacionais e estrangeiros, numa praça em que negoceiam retalhistas como Lenovo, Haier, Shenzhou e Stella International, por exemplo.

Ora, se assim for, vai estar envolvido um valor que fica 75% (ou até mais) abaixo daquele que a empresa teria em 2022.

É que, naquele ano, a mesma foi avaliada em 100 mil milhões de dólares, naquele que foi o pico da Shein, até ao momento. Seguiu-se, em 2023, uma ronda de investimentos, que fixou a avaliação em 66 mil milhões de dólares.

Agora, a Shein ambiciona um IPO na ordem de 30 mil a 40 mil milhões de dólares, segundo noticiou a Reuters na semana passada. Ainda assim, segundo reporta a Bloomberg na manhã desta segunda-feira, 10 de agosto, o valor justo andará entre 22 e 25 mil milhões de dólares.

Em causa está uma multiplicação das receitas previstas para 2027 por 13 a 15 vezes, acrescenta a Bloomberg.

A desvalorização da empresa nos últimos anos está ligada às regulações cada vez mais restritas. Com a Shein a vender produtos (sobretudo roupa) para todo o mundo, as regras apertam o cerca ao fast fashion de fabrico exterior, nomeadamente na Europa. É o caso da taxa aduaneira de três euros por encomenda extra-UE, aplicada por Bruxelas.

Por outro lado, a guerra no Médio Oriente provocou um aumento nos custos da empresa e, por consequência, uma subida dos preços.

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