

A TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores por contrato, está a estudar a possibilidade de estabelecer um centro de produção no Texas (EUA), para satisfazer a procura de chips de inteligência artificial (IA), informou a agência Bloomberg.
De acordo com fontes próximas da empresa, não identificadas pela Bloomberg, o projeto, que ainda se encontra numa fase inicial, abrangerá várias fábricas de chips, cada uma com um custo mínimo de 20 mil milhões de dólares (17,8 mil milhões e euros).
O possível investimento da empresa taiwanesa no Texas depende de os legisladores norte-americanos prorrogarem um crédito fiscal para o fabrico de chips avançados, que expira no final deste ano e que foi um pilar fundamental da Lei dos Chips, promovida pelo ex-presidente Joe Biden em 2022, indicou uma fonte.
A TSMC, que conta com a Apple, a Nvidia e a AMD entre os principais clientes, já se comprometeu a investir 265.000 milhões de dólares (235,37 mil milhões de euros) no estado norte-americano do Arizona e prevê operar novas fábricas em Kumamoto (Japão) e em Dresden (Alemanha).
O negócio na América do Norte representou 78% das receitas globais da TSMC no segundo trimestre deste ano, muito acima da região da Ásia-Pacífico (8%), da China (6%) e do Japão (4%).
Os Estados Unidos e Taiwan chegaram no início do ano a um acordo destinado a levar os conglomerados tecnológicos de semicondutores da ilha a investir 250 mil milhões de dólares no território norte-americano, em contrapartida da redução pelos EUA de taxas alfandegárias de 20% para 15%.
O acordo estabeleceu ainda a aplicação de tarifas zero pelos Estados Unidos aos produtos farmacêuticos genéricos e componentes de aviões taiwaneses, assim como a determinados recursos naturais de que os EUA não dispõem.
A criação de parques industriais nos Estados Unidos, com vista ao fortalecimento da base industrial norte-americana, colocando-a como "centro global" da tecnologia de próxima geração, indústria avançada e inovação, é o objetivo principal do acordo, assumido na altura pelo Departamento do Comércio.
Taiwan comprometeu-se ainda a facilitar o investimento dos Estados Unidos nos seus setores de semicondutores, inteligência artificial, tecnologia de defesa, telecomunicações e biotecnologia, aumentando o acesso ao mercado pelas empresas norte-americanas, assim como a aprofundar a colaboração tecnológica e a fortalecer a liderança dos Estados Unidos nas indústrias críticas e emergentes, ainda segundo o Departamento do Comércio.