Tekever expande-se para a Alemanha e cria sede em Munique para o mercado da Europa Central
Após concluir com sucesso uma ronda de investimento que elevou a sua avaliação para 5,6 mil milhões de euros, a Tekever expandiu as suas operações para o mercado alemão. Este novo passo na estratégia d internacionalização coincide com uma fase em que a tecnológica portuguesa, com estatuto de unicórnio, tem vindo a celebrar diversos acordos com forças armadas e organizações militares.
A tecnológica liderada por Ricardo Mendes escolheu a cidade de Munique para se estabelecer. Segundo a própria empresa, está previsto um forte plano de investimento financeiro para estruturar este novo centro de operações. A nova infraestrutura na Baviera servirá de base estratégica para a região DACH (Alemanha, Áustria e Suíça), concentrando equipas especializadas em engenharia e desenvolvimento de negócio.
Em comunicado esclarece que o território germânico é "um mercado estrategicamente importante para a Tekever", que se encontra já a cooperar com a Bundeswehr (as Forças Armadas da Alemanha). O objetivo desta parceria passa por testar e desenvolver novas soluções em operações autónomas, aplicadas a cenários que vão desde o suporte logístico ao apoio direto a contingentes militares. A estreita colaboração traduziu-se, inclusive, na recente entrega do primeiro drone de fabrico português ao exército alemão.
No mesmo documento, Ricardo Mendes salienta que a criação da filial germânica constitui um passo decisivo na expansão da empresa pelo continente europeu, demonstrando uma aposta contínua naquele país. O gestor sublinha que a Alemanha é "um dos principais centros europeus de excelência em engenharia, inovação e capacidade industrial". O líder da tecnológica conclui que esta nova estrutura (Tekever Alemanha) servirá para consolidar uma presença de longo prazo, promovendo o investimento e parcerias estratégicas na região.
O fundador e CEO da empresa defende que o trabalho conjunto com a Bundeswehr já comprovou a eficácia das soluções autónomas de última geração em múltiplos contextos operacionais, com especial destaque para a logística e o suporte logístico militar. O executivo reforça ainda que a fusão do "talento em engenharia e a força industrial da Alemanha" com os sistemas da tecnológica portuguesa potenciará não só o ecossistema tecnológico da Alemanha, mas também a própria soberania e autonomia estratégica do continente europeu.
A abertura deste novo centro de operações em solo germânico surge numa altura em que a tecnológica portuguesa já conta com uma presença consolidada noutros mercados internacionais, mantendo estruturas ativas em Portugal, Reino Unido, França, Ucrânia e Estónia.
