

A Universidade de Lisboa vai aplicar mais de 20 milhões de euros na criação de uma infraestrutura digital distribuída que assenta em dois novos datacenters — um no campus do Instituto Superior Técnico em Oeiras (Taguspark) e outro na Faculdade de Ciências, na Cidade Universitária — no âmbito dos projectos ULISBOA CORE e ULISBOA CORE+, aprovados pelo Programa Regional Lisboa 2030.
A implementação deverá decorrer de forma faseada até outubro de 2028.
Os centros de dados destinam‑se a aumentar a capacidade tecnológica da universidade e a suportar serviços de inteligência artificial, computação avançada e armazenamento seguro de dados.
A plataforma irá servir escolas, centros de investigação e laboratórios da ULisboa, respondendo ao crescente volume de dados em áreas como saúde, biotecnologia, medicina de precisão, descoberta de fármacos, investigação clínica e vigilância epidemiológica.
Um dos pilares do projecto é a criação de uma cloud soberana gerida pela própria universidade, concebida para cumprir padrões elevados de segurança, disponibilidade e governação de dados — condição relevante para iniciativas que tratam informação sensível e de elevada complexidade.
A infraestrutura também ficará disponível ao Ecossistema de Inovação ULisboa, apoiando empresas, PME, startups, spin‑offs e parceiros industriais, com o objetivo de acelerar a transferência de tecnologia e a monetização de investigação.
Sobre o investimento, o reitor da Universidade de Lisboa, Luís Ferreira, salienta que “estes datacenters representam um passo decisivo para reforçar a capacidade científica e tecnológica da Universidade de Lisboa e para colocar a inteligência artificial, a computação avançada e a cloud soberana ao serviço da investigação, da inovação e da sociedade”.