Valor acrescentado bruto das empresas aumenta 5,8% em 2025 para 187,4 mil milhões

Valores provisórios do INE mostram que todos os setores tiveram subidas neste indicador, tendo as maiores ocorrido na construção (15,7%), noutros serviços (13,3%) e no alojamento e restauração (7,5%).
Valor acrescentado bruto das empresas aumenta 5,8% em 2025 para 187,4 mil milhões
Bruno Simões Castanheira / Global Imagens
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O Valor Acrescentado Bruto (VAB) das empresas em Portugal aumentou 5,8% em termos nominais em 2025, chegando aos 187.357 milhões de euros, destacando-se a construção como o setor com maior crescimento, divulgou esta sexta-feira o INE.

Segundo os resultados provisórios sobre as empresas em 2025 hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), todos os setores tiveram subidas neste indicador, tendo as maiores ocorrido na construção (15,7%), noutros serviços (13,3%), no alojamento e restauração (7,5%) e na consultoria e serviços de apoio (6,9%).

Estes quatro setores representaram um contributo positivo de 3,4 pontos percentuais (p.p.) para a subida de 5,8% do VAB.

Já o número de empresas cresceu 4,1% e atingiu 1.659.232, das quais 66,2% eram empresas individuais e 99,9% pequenas e médias empresas (PME). Por setores, a maior subida homóloga registou-se nos transportes e armazenagem, com um aumento de 14,4%.

Em relação a 2024, o número de empresas individuais cresceu 4,5%, enquanto nas sociedades a subida foi de 3,4%.

No mesmo período, o volume de negócios avançou 4,5% em termos nominais, para 647.018 milhões de euros, num indicador em que se destacou a subida da construção em 13,5%.

Já o pessoal ao serviço cresceu 2,4% no ano em análise, para 5.167.313 pessoas. Aqui, a maior subida ocorreu nas atividades imobiliárias, que aumentaram o pessoal ao serviço em 7,2%, para 116.674.

Para a subida de pessoal ao serviço, a construção contribuiu com 0,6 p.p., seguindo-se outros serviços (0,5 p.p.) e transportes e armazenagem e alojamento e restauração (ambos com 0,3 p.p.).

Em sentido inverso, o setor da agricultura, floresta e pesca teve um contributo negativo para a variação do pessoal ao serviço (-0,1 p.p., após descida de 1,5%) e “um impacto residual no crescimento do volume de negócios e no VAB”.

Já no crescimento do volume de negócios, os maiores contributos surgiram do comércio por grosso e a retalho (1,6 p.p.), da construção (0,8 p.p.) e da consultoria e serviços de apoio (0,5 p.p.).

Em 2025, a produtividade aparente do trabalho, medida dividindo o VAB pelo pessoal ao serviço, atingiu 43.859 euros por trabalhador nas sociedades, o equivalente a uma subida de 3,6% em termos homólogos, enquanto a remuneração média anual subiu 6,3% para 21.306 euros.

Segundo o INE, as atividades financeiras e de seguros tiveram a produtividade aparente do trabalho mais elevada (186.686 euros por pessoa ao serviço), seguindo-se as telecomunicações e serviços de informação (72.867 euros) e a edição, produção e difusão de conteúdos (62.172 euros).

Os mesmos setores tiveram as remunerações médias anuais mais elevadas, com as atividades financeiras e de seguros a apontarem uma média de 44.669 euros e as telecomunicações e serviços de informação 38.868 euros.

“Face a 2024, a produtividade aparente do trabalho aumentou na generalidade dos setores, com exceção das atividades imobiliárias (-2,9%)”, refere o INE, acrescentando que a remuneração média anual registou aumentos em todos os setores.

Já o total do investimento das empresas em ativos fixos tangíveis, ativos biológicos e propriedades de investimento aumentou 6,8% em 2025, para 40.728 milhões de euros.

Os dados divulgados esta sexta-feira são obtidos a partir do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE), sendo a primeira vez que são apresentados segundo a classificação da revisão 4 das atividades económicas (CAE Rev.4).

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