

O verão é a época alta para quem faz e vende gelados, mas o futuro reserva várias dúvidas do ponto de vista estrutural.
O setor vê os consumidores a procurarem gelados "mais saudáveis", ou seja, com maiores níveis de proteína, fibra e nutrientes, assim como redução de corantes e do açúcar, por exemplo, assim como da própria quantidade por dose.
É o que reporta a Reuters, que esteve à conversa com responsáveis do setor.
Nos EUA, o volume de vendas caiu 1,5% em termos homólogos até dia 13 de junho, de acordo com as contas do NielsenIQ. Um estudo do Boston Consulting Group aponta que os consumidores do GLP-1 (medicamento dedicado à redução do apetite) reduziram o consumo de gelados em pelo menos 10%.
O desafio passa por fazer alterações nas receitas, de forma a que os gelados sigam as preferências do público. Empresas como a Nestlé e a Conagra, a título de exemplo, estão a reformular os produtos, à procura de maior concentração de proteína, fibra e nutrientes.
O líder de marketing e inovação da The Magnum Ice Cream Company explicou à Reuters que a marca quer responder a procura por gelados mais proteicos, redução das calorias e porções mais reduzidas.