

A Volkswagen enfrenta um novo desafio com a sua remoção do índice Stoxx 50, uma decisão histórica que ocorre pela primeira vez em 15 anos.
Esta alteração, que ocorreu com a revisão trimestral divulgada a 12 de setembro, poderá intensificar a pressão sobre as ações da fabricante automóvel, que já sofreram uma desvalorização acentuada.
Desde 2021, quando atingiu o seu pico, o valor das ações da Volkswagen caiu mais de 75%, situando-se agora em mínimos de 16 anos.
Na abertura das bolsas europeias, as ações registavam uma queda de 2,12%, cotadas a 74,90 euros.
Com uma perda acumulada que se aproxima de 30% este ano, a situação da empresa levanta preocupações sobre a sua sustentabilidade no mercado.
A notícia, avançada pelo Financial Times, surge num contexto em que a Volkswagen aprovou um plano de reestruturação que implicará a eliminação de 50 mil postos de trabalho e uma significativa redução da gama de modelos, com um corte de 50% até 2035.
Além disso, a companhia planeia encerrar quatro fábricas na Alemanha, uma medida que afeta diretamente a sua operação.
A saída da Volkswagen do Stoxx 50 segue a retirada da Stellantis do mesmo índice no ano passado, num período em que o setor automóvel europeu enfrenta uma concorrência crescente, especialmente das marcas chinesas, que dominam o segmento elétrico.
Michael Tyndall, analista sénior do HSBC, sublinhou, também ao Financial Times, que “todo o setor está em crise, devido aos riscos existenciais que enfrenta”.
Atualmente, o índice é liderado pela ASML, que detém uma quota de mercado quase total na fabricação de máquinas para chips, seguida pela Siemens e pela SAP.