

A Volvo Cars anunciou esta sexta-feira (23 de outubro) a eliminação de mais 2.500 postos de trabalho, afetando predominantemente a sua estrutura na Suécia.
A decisão decorre do agravamento severo dos seus resultados financeiros, o que provocou um tombo de quase 30% nas ações da fabricante automóvel.
Controlada pelo grupo chinês Geely, a construtora sueca fechou o terceiro trimestre com um prejuízo operacional de 3,7 mil milhões de coroas suecas (aproximadamente 330 milhões de euros).
O desempenho contrasta fortemente com o lucro de 5,8 mil milhões de coroas suecas (cerca de 516 milhões de euros) apurado no período homólogo anterior e ficou bastante abaixo das projeções dos analistas do Citi, que apontavam para uma perda controlada de 724 milhões de coroas suecas (cerca de 64,4 milhões de euros).
O presidente executivo (CEO) da fabricante automóvel admitiu que o desempenho entre julho e setembro "foi muito desapontante", ao ter ficicado bastante aquém das metas delineadas, inserido num exercício anual que se tem revelado significativamente mais complexo do que o previsto.
Håkan Samuelsson sublinhou que, face a este cenário, o plano de reestruturação operacional em marcha terá de ser alvo de "um reforço decisivo".
A fabricante automóvel sueca, que já se encontrava a executar um programa de poupança anteriormente fixado em 23 mil milhões de coroas suecas (cerca de 2,05 mil milhões de euros), vai agora expandir o plano de austeridade.
A nova diretriz prevê um corte adicional de cinco mil milhões de coroas suecas (aproximadamente 445 milhões de euros) direcionado a despesas indiretas e custos variáveis.
Este novo pacote de medidas vai abranger cerca de 6% da força de trabalho global da construtora, afetando de forma direta dois mil postos de trabalho na Suécia.
A redução será operacionalizada através da rescisão de contratos com consultores externos, programas de saídas voluntárias e pela não renovação decorrente da rotatividade natural de funcionários.
Recorde-se que a empresa já tinha avançado anteriormente com a extinção de três mil postos de trabalho.
A reação dos investidores ao balanço financeiro foi fortemente negativa, com as ações da Volvo Cars a afundarem 30,1% na Bolsa de Estocolmo, tocando o mínimo histórico de 9,87 coroas suecas (cerca de 0,88 euros) por título.