A Ervideira anunciou, esta quarta-feira, que faturou 1,2 milhões de euros no primeiro semestre, mais 30% face à média dos últimos seis anos. Os valores superam ainda o total atingido nos períodos homólogos de 2018 e 2019, que foram, segundo a empresa vitivinícola de Reguengos de Monsaraz, os seus melhores anos.
"Este crescimento da faturação vem consolidar os resultados financeiros da empresa, que sofreram um rude golpe com os aumentos de custos relacionados com energia, combustíveis, fitofármacos, garrafas, cartões, entre outros, o que representa um crescimento de 32% das despesas totais acumuladas em 2022, valor este que não foi transportado para os consumidores", refere o diretor executivo da Ervideira, Duarte Leal da Costa, citado em comunicado.
O crescimento é explicado, sobretudo, pelos resultados dos vinhos de topo: Conde D'Ervideira e Invisível. Em conjunto, as duas marcas premium assumem uma quota 60% na faturação da empresa. Seguem-se as gamas Vinha D'Ervideira, Flor de Sal, Terras D'Ervideira e Lusitano.
Apesar da "quebra de performance nas lojas online, os resultados têm sido compensados sobretudo pela recuperação no setor da restauração", refere a empresa.
Quanto às expectativas para o período que se segue, o CEO da Ervideira mostra-se positivo, uma vez que "o segundo semestre é mais forte do que o primeiro, pois contempla o verão e o Natal". A empresa prepara-se "para fazer o seu melhor ano de sempre", prevendo alcançar o marco dos 2,5 milhões de euros em vendas.
Atualmente, a empresa secular, que produz vinho desde 1880, possui 110 hectares de vinha, distribuídos pelas sub-regiões da Vidigueira e Reguengos de Monsaraz.