A Escola de Tecnologias, Inovação e Criação vai ensinar Lisboa
aos estrangeiros e organizar speed dates entre os seus alunos e as
empresas que poderão dar-lhes emprego. A Summer School e o Speed
Hunting são duas das iniciativas de verão que a ETIC está a
promover, para cativar novos alunos. Uma estratégia que passa também
por descontos: quem se inscrever já no próximo ano letivo paga
menos 25%.
Não que a escola tenha razões de queixa. "Apesar do momento que atravessamos, a ETIC tem visto crescer o
seu número de alunos todos os anos", diz a fundadora da escola, Manuela Carlos, ao Dinheiro Vivo. "O projeto pedagógico está sempre na primeira linha das nossas
preocupações, sendo que precisamos evidentemente de manter uma
gestão sustentável. Mas o reforço ao nível do investimento é
constante", garante Manuela Carlos,
escusando-se a falar em números.
Com a duração de uma semana, os cursos de Fotografia e Filme e
Fonografia e Arte Sonora (de 15 a 21 de julho, com um custo de 590
euros) vão "além do conceito de formação mais convencional,
combinando a exploração da linguagem dos participantes - seja o
vídeo, a fotografia ou o som - com a descoberta da cidade de Lisboa
e suas singularidades", explica. "É uma experiência que
lançámos este ano", dirigida "a estrangeiros, estudantes,
profissionais e amadores destas áreas criativas."
Já na terceira edição, o Speed Hunting, que acontece dia 4, tem
regras muito semelhantes às do speed dating, mas aqui o que se
propõe é a possibilidade de as empresas encontrarem "a sua
cara-metade profissional, numa jornada de caça-talentos". Os
melhores finalistas do ano são convidados a participar e revelar-se
aos representantes de empresas das várias áreas de formação em
apenas quatro minutos. E arriscam-se a sair da escola com um estágio
ou mesmo emprego garantido.
"Assumida e orgulhosamente uma escola imperfeita", como
Manuela Carlos a descreve, a ETIC vive da renovação permanente quer
na oferta de formação - Cinema e Televisão, Som e Música,
Fotografia, Interativo, Design, Jornalismo, Eventos, Moda, Artes
Performativas, Animação e Videojogos - que nos métodos de ensino,
que são o oposto dos tradicionais. E como se gere uma escola assim?
"Como um projeto de vida. Pelo que exige um pensamento e renovação
imunes ao cansaço", acrescenta a fundadora.
A adaptação passa também por encontrar soluções para problemas do dia a dia. Com a crise, a ETIC começou a ter alunos com
dificuldades em fazer pagamentos, "muitas vezes por motivos de
desemprego dos seus pais. Isso foi notório ao longo do ano", conta Manuela Carlos, explicando que, nessas situações, a escola estuda a melhor forma de garantir que os alunos terminam o seu
curso.
Quanto a possibilidades de emprego, a fundadora garante que não há melhores ou piores formações. "Não temos em concreto cursos com mais ou menos sucesso. De uma forma geral tendem a ser equilibrados em termos de alunos, variando de ano para ano. Este ano, a fotografia e a área do som/música, foram muito procuradas."
"Muitos dos nossos alunos têm projectos próprios e querem ter
o seu próprio negócio", continua Manuela Carlos. "Nestes casos a ETIC tem ajudado os seus alunos a
concretizar os seus projetos, quer a nível de espaços quer de
equipamentos, para que numa primeira fase levem a cabo o seu
objetivo. As empresas do sector reconhecem na nossa formação uma mais-valia
para o seu negócio e procuram os nossos alunos.
Cerca de 70% conseguiram estágio."