

As despesas são muitas e a organização pode ser um quebra-cabeças. Estes são alguns dos comentários que quem vai “dar o nó” pode ouvir, por parte de quem só vê entraves. Mas é possível descomplicar.
A festa começa com a despedida de solteiro, que deve ser regrada nas bebidas e comedida nos custos, e para as quais pode convidar um número limitado de convidados. Depois, os custos fixos do processo:
o registo e processo de casamento custa, atualmente, 120 euros, no regime de comunhão de adquiridos, se for feito durante um dia de semana na conservatória - se optar por casar por uma cerimónia religiosa católica, por exemplo, não pagará mais se casar ao fim-de-semana porque o sacerdote substituiu o conservador ao abrigo da Concordata assinada com o Estado português.
Mas o valor aumenta para mais de 200 euros se decidir celebrar o contrato de casamento civil fora deste horário ou noutro lugar que não a conservatória, porque é preciso também pagar as despesas de transporte do conservador.
Se pretender fazer uma convenção antinupcial cujo regime esteja previsto no Código Civil e que seja diferente da comunhão de adquiridos, deverá também pagar mais 100 euros para além dos 120 de custo de registo. Se, por outro lado, pretender fazer uma convenção antenupcial num regime atípico de bens, o valor total a somar ao registo simples é de 160 euros, aos quais podem acrescer ainda as despesas com advogado, uma vez que as cláusulas devem ser revistas por um profissional.
Depois, vem a festa. Para a festa do “nó” deve começar por definir um orçamento realista a fim de não começar a vida a dois com crédito. Pode reduzir o número de convidados, escolher um dia da semana em que os custos são menores (fugindo ao sábado e ao domingo) e optar pela época com menos turistas e emigrantes. Aposte forte num local aprazível, em boa comida e numa equipa de fotografia e vídeo, pois é isso que ficará para recordar.
Sabe, pelas experiências de outros, que os custos de um casamento irão derrapar e tenha isso em consideração, sendo que os melhores preços acontecem com os pagamentos antecipados. O 'copo d'água' é geralmente o custo maior e, nos tempos que correm, rondam, em média mais de 100 euros por pessoa.
Uma opção é ter as bebidas à consignação, para que não tenha de pagar por coisas que não consumiu, e escolher uma seleção do que vai servir, para que não haja surpresas quando chegar a conta - reduza os destilados e a gama de refrigerantes, por exemplo, que são coisas que ajudam.
A decoração deve envolver flores mais económicas, como as flores da época e não flores exóticas, mas, claro, sempre ornamentação natural. Pode procurar estufas ao invés de floristas e vai ver a poupança que consegue fazer. Um outro custo significativo costuma estar nos convites, e a opção de hoje está nos convites digitais. Claro que não são tão bonitos, mas a poupança pode chegar às centenas de euros.
No entretenimento, há soluções do DJ que são muito em conta, da ordem dos 300 euros, já com o equipamento incluído.
Na organização prepare o anel de noivado e depois a vestimenta, e a opção deve ser algo sustentável, ou seja, um fato ou um vestido que possa servir para ocasiões posteriores. Antecipadamente deve ser preparado um discurso pelo padrinho ou padrinhos e nada de improvisos ou frases de mau gosto. Do lado dos noivos preparem alguns poemas e boa sorte para a vida.