Doutor Finanças lança 'personal trainer' das Finanças Pessoais

A sociedade tem acesso a informação, mas os comportamentos ainda são muito erráticos. É este o mote para um programa que visa ajudar a definir um plano que ajude a concretizar os próprios familiares.
Sérgio Cardoso, Chief Education Officer do Doutor Finanças
Sérgio Cardoso, Chief Education Officer do Doutor FinançasD.R.
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O Doutor Finanças vai disponibilizar em breve um coach de finanças pessoais. O objetivo é dotar pessoas, a nível de conhecimento e comportamentos, para "uma vida financeira mais equilibrada".

O Dinheiro Vivo esteve à conversa com Sérgio Cardoso, Chief Education Officer do Doutor Finanças. O responsável explica que "é como se fosse um personal trainer", como aqueles que ajudam as pessoas a treinar, num ginásio, de acordo com objetivos individuais e personalizados.

Ora, no caso do Financial Trainer do Doutor Finanças, o ponto prévio passa por dar as ferramentas para que cada pessoa ou família compreenda a situação em que está, de forma a definir prioridades. Posteriormente, será possível desenvolver "um plano financeiro adequado, de acordo com os objetivos de cada um", esclarece.

Em causa estão todos os gastos, sejam eles recorrentes (como o pagamento da renda ou prestação da casa) e não recorrentes (atividades de lazer, por exemplo), assim como poupanças e investimentos. O programa não fornece dicas sobre onde investir, mas explica o que é a diversificação de uma carteira de investimentos.

É que os utilizadores têm hoje acesso a um grande número de opções e "os produtos são complexos", pelo que se torna mais difícil saber o que existe e decidir, com fundamento, em que vai investir. É que a informação a circular é muita, mas são poucos os portugueses que adotam comportamentos adequados, na análise de Sérgio Cardoso.

O lançamento está previsto para setembro e a primeira edição termina "no início de 2027", aponta o responsável. A formação terá a duranção de 160 horas, divididas por vários módulos, com um custo total de 2.500 euros. Após a fase de candidaturas, o Doutor Finanças vai realizar uma entrevista, de forma a saber se cada pessoa preenche os requisitos. No final, a conclusão com sucesso depende do cumprimento de uma avaliação sobre as aprendizagens.

O programa "não substitui uma licenciatura" e, provavelmente, haverá coisas a melhorar da primeira para a segunda edição, reconhece o próprio.

Um tabu chamado "dinheiro"

Na sociedade portuguesa, há o velho hábito da dificuldade em abordar o tema das finanças pessoais e educação financeira. O dinheiro é um problema para muitas famílias, que evitam juntar-se para falar do mesmo.

Um panorama que pode mudar caso exista investimento na promoção de literacia financeira. Existem várias iniciativas neste âmbito, mas acontecem "de forma dispersa", lembra Sérgio Cardoso. "Se o esforço fosse conjunto, iríamos mais longe e mais rápido", aponta.

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