Globo: O novo canal 10 é só de novelas e estreia hoje

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Há mais de 30 anos, Gabriela passava na RTP e esvaziava as ruas

do país, deixando os portugueses colados ao pequeno ecrã. Hoje, a

novela da TV Globo já não tem Sónia Braga, mas o remake com

Juliana Paes continua a ter o mesmo poder de atração de audiências

- agora na SIC.

Amanhã, a TV Globo inaugura uma nova fase de aposta no mercado

português: às 19h30, nasce o Globo, na Zon. O novo canal "aposta

fortemente na ficção, com transmissão de novelas inéditas em

Portugal", mas também de séries e cinema brasileiro, descreve

Ricardo Scalamandré, diretor da Central de Negócios Internacionais

da Globo. A razão para apostar no mercado nacional é simples. "A

Globo tem verificado uma dinâmica muito positiva na televisão por

assinatura em Portugal, através da diversificação de ofertas,

funcionalidades e abertura de novos canais e conteúdos. Queremos ser

a melhor opção de conteúdo brasileiro no cabo, em Portugal",

diz.

O Globo vai estar disponível na posição 10 no pacote-base da

Zon, uma estratégia diferente da TV Globo Portugal, canal premium

com uma mensalidade de 10 euros. Neste momento, o canal tem 40 mil

subscritores - menos do que os 45 mil que tinha há um ano. Mesmo

assim, o responsável faz um balanço "muito positivo" do

canal lançado em 2007 em Portugal.

E a entrada do Globo não vem pôr em causa a parceria com a SIC,

com a qual a rede brasileira tem um acordo de coprodução de

conteúdos que já deu origem a novelas como Laços de Sangue ou,

mais recentemente, Dancin'Days? "De forma nenhuma", garante

Ricardo Scalamandré. "A nossa parceria com a SIC está mais

sólida do que nunca. A Globo é uma central de produção com uma

elevada capacidade de criar novos produtos, pelo que é natural que a

SIC não consiga incluir na sua programação todas as novelas

produzidas", explica.

O investimento é um segredo bem guardado, mas Scalamandré diz

que Portugal entrou definitivamente na rota da rede brasileira. No

passado inaugurou, na Av. Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, a sua

sede europeia, que serve ainda de trampolim para outros mercados,

nomeadamente a África lusófona, com Angola a liderar. Em 2011 a

Globo Internacional tinha 220 mil assinantes só em Angola.

Scalamandré não revela os planos para estes mercados. Diz apenas

que a Globo segue com uma ótima presença em Angola. "Nossas

novelas continuam parando cidades durante a sua exibição."

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