O Governo prepara-se para cancelar o projeto de mineração de lítio em Montalegre. A licença atribuída à LusoRecursos deverá ser "rejeitada devido à falta de profissionalismo", disse o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes, ao Politico.Segundo Matos Fernandes, a empresa submeteu um estudo de impacte ambiental "claramente insuficiente"..Em declarações ao Político, o responsável da pasta do Ambiente afirmou mesmo ver "como muito improvável a possibilidade de termos uma mina de lítio em Montalegre"..Não demorará muito até que "essa licença seja completamente cancelada", adiantou ainda..O Governo atribuiu, em 2019, uma licença de exploração de lítio em Montalegre à LusoRecursos. Já no início de 2020, a empresa entregou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) à Agência Portuguesa do Ambiente, prevendo uma exploração mista e a construção de uma refinaria..O projeto estava orçado em 500 milhões de euros..Este desfecho já era esperado. No final do ano passado, o presidente da Câmara de Montalegre dizia ter informações que o projeto não ia avançar..O presidente executivo da LusoRecursos, Ricardo Pinheiro, já disse que a empresa irá colocar uma "ação nos tribunais"..Segundo as contas da LusoRecursos, podem ser extraídas até 30 milhões de toneladas de petalite de lítio da mina de Montalegre, utilizáveis em baterias para veículos elétricos e infraestruturas de armazenamento de energia renovável..Em sentido inverso, está o projeto do grupo Savannah Resources do Reino Unido. Segundo Matos Fernandes, este grupo tem a decorrer a consulta pública do estudo de impacte ambiental para a exploração de lítio na mina do Barroso.."Sem poder prever os resultados", Matos Fernandes disse aplaudir o profissionalismo da proposta da Savannah Resources, que tem um acordo com a Galp Energia "relativamente a um proposta de investimento estratégico e aliança" para a exploração de lítio no Barroso.