O Plano de Poupança de Energia 2022-2023 contém várias recomendações que estarão em vigor até ao final de 2023 para reduzir o consumo energético, de acordo com a Resolução do Conselho de Ministros publicada nesta terça-feira em Diário da República.
Nas medidas de iluminação, que se aplicam ao setor do comércio, como centros comerciais e lojas de rua, devem ser reduzidas a iluminação interior e exterior dos centros comerciais (a partir das 22h00 no inverno e das 23h00 no verão), devendo a iluminação ser adequada à intensidade e às necessidades dos utilizadores dos espaços, adaptando através dos horários, com exceção da iluminação de emergência. Contudo, sempre que possível deve optar-se pela utilização de luz natural.
No período de Natal, as decorações que utilizem energia também terão tempo limite. Ou seja, de dia 6 de dezembro deste ano a 6 de janeiro de 2023 devem ser ajustados os períodos de utilização da iluminação natalícia para o horário entre as 18h00 e a meia-noite.
Ainda na iluminação, deve substituir-se a iluminação interior e também exterior por luzes LED, que consomem menos energia, e/ou a instalação de reguladores (dimmers) de fluxo luminoso de sistemas luminotécnicos.
Já no que diz respeito à climatização, os estabelecimentos têm de ter um máximo de 18 graus no inverno e um mínimo de 25 graus no verão. Nos espaços com entrada para a rua, aquando do sistema de climatização ligado (por exemplo, ar condicionado), devem manter as portas e janelas fechadas. Quando os espaços se encontram não ocupados, estes sistemas de climatização devem estar desligados.
Nas esplanadas, os sistemas de aquecimento ou ar condicionado, seja em espaços exteriores ou interiores, devem permanecer desligados.
Nos centros comerciais, deve desligar-se a iluminação de reclames após as 23h00 e das fachadas após a meia-noite. Devem ser ajustados os níveis de iluminação no interior das lojas, incluindo as montras e o reclame da fachada. A iluminação interior deve ser reduzida a níveis mínimos de segurança, após horário de funcionamento e nos períodos de manhã, considerados de tráfego fraco.
Também deve existir uma redução de iluminação nas áreas de parqueamento interior, desligando um terço da iluminação, incluindo ajuste de horários de abertura e gestão de parque em função do tráfego. Sempre que possível, é necessário instalar de sensores fotoelétricos para ajustar a iluminação em áreas exteriores e também interiores. Estas medidas devem sempre priorizar a segurança e seguir a visão da CCTV (sistema de videovigilância).
Na climatização, é necessário o ajuste de parâmetros de chillers (refrigeradores, em tradução livre), incluindo start&stop, considerando as temperaturas exteriores e interiores. Ajustar os parâmetros de pressão diferencial de bombagem de água, os parâmetros e modo de operação da bombagem de água de torres refrigeração, bem como modulação da velocidade do ventilador.
Ainda, é preciso a modulação de velocidade dos ventiladores de unidades de tratamento de ar, bem como de inclusão de start&stop, em função da qualidade do ar interior/conforto térmico.
O Plano de Poupança de Energia 2022-2023 contém várias medidas que estarão em vigor até ao final de 2023, de forma a reduzir o consumo energético. As medidas, que abrangem o setor público, privado (indústria, comércio, serviços e residencial), central e local, incidem sobre o consumo energético nas áreas da energia, eficiência hídrica e mobilidade.
Todas as medidas têm um prazo de implementação até três meses e entre três a 12 meses, incluindo as de implementação imediata (sendo estas últimas relacionadas com comportamentos e recomendações, que não requerem investimento).
"O plano contempla medidas imediatas, cujo prazo de implementação é inferior a três meses, e que representam uma redução de 3% do consumo face ao período de referência. Atendendo ao objetivo voluntário de redução de 15 % do consumo, consegue alcançar-se 19% desse objetivo com as medidas imediatas e 31% do objetivo com o total das medidas", segundo nota do Conselho de Ministros publicada no Diário da República.
A monitorização do plano estará a cargo da ADENE - Agência para a Energia, em conjunto com a Direção-Geral de Energia e Geologia.