Greve de 24 horas na IP põe comboios da CP e Fertagus em serviços mínimos

Nove sindicatos convocaram paralisação para quarta, 2 de junho, com impacto na circulação ferroviária. Trabalhadores exigem aumentos salariais e cumprimento do acordo coletivo.
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Quarta, 2 de junho, será um dia atribulado para quem precisa de utilizar o comboio. A greve de 24 horas dos trabalhadores da empresa que gere as linhas ferroviárias vai reduzir, a serviços mínimos, a frequência de viagens ao longo do dia de amanhã. A paralisação terá impactos a nível nacional na CP e na Fertagus, segundo os avisos publicados esta terça-feira.

Na CP, antecipam-se "perturbações significativas nos serviços", prevendo-se apenas a realização de serviços mínimos durante todo o dia de amanhã - veja nesta página com que comboios poderá contar na quarta.

A transportadora pública informa que é autorizado a revalidação e reembolso, sem custos de bilhetes comprados para os serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional.

A paralisação na IP também afeta a Fertagus. A transportadora dos comboios da ponte 25 de abril apenas prevê realizar 25% das viagens programadas. O maior impacto desta greve irá decorrer fora das horas de ponta - veja aqui quais os comboios que serão realizados.

"Chama-se a atenção que, das 9h43 às 15h43, não está previsto a realização de nenhum horário no sentido Norte Sul (Roma-Areeiro/Setúbal), no sentido Sul Norte (Setúbal/Roma-Areeiro) não está prevista a realização de nenhum horário das 8h58 às 14h58", informa a empresa em comunicado.

A greve na IP foi convocada por um total de nove sindicatos. Os trabalhadores exigem, por exemplo, o aumento dos salários: o cumprimento do acordo coletivo; a subida do valor do subsídio de refeição para 10 euros; viagens gratuitas na CP para todos os funcionários da IP; e ainda a contratação de pessoal, segundo informação do Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários das Infraestruturas e Afins.

O pré-aviso de greve inclui os seguintes sindicatos: Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários (SINFB); Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária (ASCEF); Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários das Infraestruturas e Afins (SINFA); Sindicato Independente dos Operacionais Ferroviários e Afins (SIOFA); Sindicato dos Transportes Ferroviários (STF); Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia (SINDEFER); Sindicato Nacional dos Transportes, Comunicações e Obras Públicas (FENTECOP); Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos (SNAQ).

Esta é a segunda greve de 24 horas de trabalhadores da IP em menos de uma semana: na passada quinta, 27 de maio, houve uma paralisação convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), da CGTP, em defesa de aumentos salariais, melhores carreiras e redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais. A paralisação também afetou os funcionários da CP.

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