O grupo Pestana vai pagar, a partir deste mês, um valor mínimo de mil euros a todos os seus quatro mil trabalhadores em Portugal, num pacote que inclui a retribuição e o subsídio de alimentação. O maior grupo hoteleiro nacional, que conta com um portefólio de mais de uma centena de hotéis, explica, em comunicado, que "esta atualização traduz o esforço do grupo em aumentar o rendimento dos seus colaboradores logo desde as funções de entrada, integrando ainda complementarmente um pacote de benefícios que abrange todo o universo do PHG".
A empresa, liderada por José Theotónio, disponibiliza ainda um conjunto de incentivos complementares ao salário como seguro de saúde, apoio psicológico, formação contínua, programa de mobilidade nacional e internacional e modelo híbrido de trabalho para serviços partilhados.
Numa altura em que a falta de recursos humanos no turismo se apresenta como um dos maiores entraves ao crescimento do setor, que enfrenta uma escassez de 50 mil trabalhadores, o Pestana, que encerrou 2022 com um recorde de receitas de 500 milhões de euros, quer, desta forma, atrair e reter talentos nas várias unidades e "liderar na competitividade da indústria hoteleira".
Em entrevista recente ao Dinheiro Vivo, o CEO da empresa tinha já revelado que iria avançar com uma atualização salarial na empresa no primeiro trimestre do ano apontando, na altura, um avanço de 15% nos ordenados das equipas. Já em 2022 o grupo tinha fixado uma remuneração mínima de 750 euros, atualizando-a agora para os mil euros brutos mensais.
Também a Vila Galé, o segundo gigante da hotelaria do país, anunciou no início do ano uma subida do salário mínimo dos trabalhadores para os 900 euros, um aumento de 11%, face a 2022.
A tendência tem sido seguida por outras empresas hoteleiras nacionais como forma de reter talentos e preparar a próxima época alta.