Há cada vez menos comboios e estão cada vez mais atrasados

Alerta é dado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes. CP e Fertagus apontam o dedo às greves e às obras e “constrangimentos” na rede ferroviária.
Há cada vez menos comboios e estão cada vez mais atrasados
Catarina Seemann/Global Imagens
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A pontualidade e a oferta de comboios em Portugal têm vindo a deteriorar-se desde 2019, alerta a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes no seu mais recente relatório. O documento, citado pelo Jornal de Notícias, revela que a supressão de comboios afeta todos os serviços, desde os urbanos de Lisboa e Porto até ao longo curso de alta qualidade.

Em detalhe, os urbanos da Grande Lisboa são os mais afetados, com o maior número de comboios suprimidos, e a pontualidade é pior nos serviços de longo curso operados pela CP. Entre 2019 e 2022, no longo curso, a pontualidade total teve um queda significativa de 65% para 44%. Os mais pontuais são os urbanos de Lisboa e do Porto.

O relatório destaca uma deterioração geral na regularidade e pontualidade em todos os serviços ferroviários desde 2019, com uma agravamento notável nos serviços de longo curso. Em 2023, a situação piorou, e os clientes dos comboios urbanos de Lisboa foram os mais impactados, com um aumento significativo no número de composições suprimidas.

Enquanto em 2019 foram suprimidos 3535 comboios, em 2022 o número subiu para 12 222. A CP e a Fertagus apontam as greves, avarias, obras e "constrangimentos" como causas das implicações negativas na regularidade e pontualidade. O ano de 2024 já começou com mais paralisações e uma nova greve agendada.

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