"Se o turismo se afirmou como alavanca do crescimento económico é preciso olhar para a frente e começar a pensar o amanhã". Quem o diz é Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, em dia de apresentação do 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo.
Numa altura em que o Turismo enfrenta alguns fantasmas como o Brexit, a guerra comercial entre EUA e China e, até, alguma desaceleração económica na Europa, a hotelaria quer perceber se os anos de boom permitiram às empresas melhorar a sua resiliência e preparar o futuro.
Neste campo, a AHP leva ao novo centro de congressos de Viana do Castelo os big five da hotelaria portuguesa - Pestana, Vila Galé, Hoti, Sana e Porto Bay que, juntos, representam 140 hotéis em Portugal, 20 mil quartos.
Como não podia deixar de ser, os hoteleiros também querem discutir o futuro das acessibilidades, nomeadamente o aeroporto de Lisboa até porque, lembra Raúl Martins, presidente da AHP, "90% dos turistas que visitam Portugal chegam por transporte aéreo" e é preciso "debater os constrangimentos existentes e o novo terminal no Montijo que chega, em 2022".
O congresso da hotelaria vai ainda debruçar-se sobre os desafios da comercialização digital, os desafios do crescimento a Norte do País e, por fim, a capacidade de atrair turistas espanhóis.
Este ano, a AHP reúne 400 congressistas em Viana do Castelo, cidade onde o turismo está em forte crescimento - mais 99 mil hóspedes entre 2013 e 2017; e um crescimento de 20,8% em hóspedes só entre 2016 e 2017) , e onde se preparam quatro novos projetos hoteleiros para dar força a esta procura.
O Congresso realiza-se entre os dias 20 e 22 de novembro.