

A procura por casas para arrendamento em Portugal disparou 256,1% entre fevereiro e abril de 2026 face ao mesmo período de 2025, superando o crescimento do mercado de compra, que subiu 150,4%, segundo dados divulgados pelo Imovirtual.
O aumento foi consistente ao longo dos três meses, uma vez que fevereiro concentrou 35,9% da procura trimestral e cresceu 299,7% em termos homólogos, março representou 37,4% do total (+282,5%) e abril fechou com 26,7% da procura e um crescimento de 186,3%.
Lisboa continua a ser o distrito mais procurado (17% da procura nacional em 2026), seguida do Porto (9,2%), mas ambos perderam ligeira quota face a 2025. Braga é o único distrito do top 10 a ganhar peso, subindo de 2,6% para 2,8% da procura e registando um aumento homólogo de 280,8%.
Ao nível concelhio, Lisboa lidera com 7,8% da procura nacional, seguida do Porto (4%) e de Sintra (1,8%). Cascais destaca‑se como surpresa entre os grandes concelhos, crescendo a sua quota de 1% para 1,4 p.p. e registando um aumento de pesquisas de 381,7%. Matosinhos e Coimbra também registaram subidas na quota de procura.
As tipologias mais procuradas no arrendamento são os T2 (19,5% da procura em 2026; +288,9% homólogo) e os T3 (13,5%; +293,1%). Os T4 apresentam o maior crescimento homólogo (+417%), aumentando a sua quota de 5,2% para 7,6%, o que sugere um aumento de famílias a optar pelo arrendamento. Os T1 representam 9,3% da procura e cresceram 319,8%.
"Os dados mostram que o mercado de arrendamento continua sob forte pressão e cada vez mais competitivo", afirma Sylvia Bozzo, marketing manager do Imovirtual, destacando que muitos arrendatários alargam o raio de pesquisa para concelhos periféricos em busca de soluções mais ajustadas.
Fora dos grandes centros, regista‑se crescimento em concelhos como Benavente, Cinfães, Sobral de Monte Agraço, Lourinhã, Pombal, Vila Nova de Famalicão, Montijo e Évora, apontando para um interesse crescente em localizações alternativas num mercado com oferta limitada e rendas elevadas.