

Até ao terceiro trimestre de 2025 foram concluídas 34.910 habitações, um aumento de 22% face ao período homólogo, segundo o relatório Market 360 da JLL, a empresa de consultoria imobiliária e gestão de investimentos.
O crescimento explica‑se por medidas como o programa Simplex Urbanístico, condições de crédito mais favoráveis e procura estrutural persistente, realça o documento.
O mercado residencial português manteve em 2025 uma trajetória de expansão sustentada por uma queda das taxas de juro e por incentivos públicos.
O relatório salienta que o volume de transações cresceu 14% até setembro, com o valor transacionado estimado em 40,8 mil milhões de euros no ano. Lisboa registou preços médios de venda de 5.200 euros/m² (+10% anual) e o Porto 3.700 euros/m² (+14% anual).
O crédito foi motor central, diz o mesmo estudo, com os novos empréstimos a somarem 19,1 mil milhões de euros (+36%) e a taxa média de juro a cair para 3,18% (‑110 pontos base). A garantia pública para jovens compradores permitiu financiamentos a 100% e representou cerca de cinco mil milhões de euros (cerca de 27% do novo crédito).
A promoção e a reabilitação urbana mostraram dinamismo, com projetos de grande dimensão em Lisboa e Porto e 84% do investimento direcionado à reabilitação. Porém, persistem constrangimentos. O estudo destaca que os custos de construção elevados, os processos administrativos complexos e a oferta insuficiente para a classe média alimentam a pressão sobre preços e rendas.
No arrendamento, as rendas médias contratadas situaram‑se em 19 euros/m² em Lisboa e 15 euros/m² no Porto.
O segmento build‑to‑rent tem potencial, mas enfrenta obstáculos fiscais e regulamentares.
Para 2026, espera‑se continuidade da procura e interesse institucional, com valorização provável dos ativos bem localizados, conclui o relatório.