INE confirma, inflação recuou mas continua a subir nos produtos alimentares

O índice referente aos produtos alimentares não transformados aumentou 1,6 pontos percentuais para 20,1% em fevereiro. É a taxa mais elevada desde maio de 1990.
Publicado a: 

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) diminuiu, pela quarta vez consecutiva, para 8,2% em fevereiro de 2023, taxa inferior em 0,2 pontos percentuais à observada no mês anterior. "Com arredondamento a uma casa decimal, esta taxa coincide com o valor da estimativa rápida divulgada a 28 de fevereiro", destaca o Instituto Nacional de Estatística.

Diz o INE que o indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) acelerou para uma variação de 7,2% (havia sido de 7,0% em janeiro).

O índice relativo aos produtos energéticos diminuiu, também pelo quarto mês consecutivo, para 1,9%, contra os 7,1% do mês precedente. Já o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação homóloga de 20,1% (mais 1,6 pontos percentuais do que em janeiro), sendo esta a taxa mais elevada desde maio de 1990.

A variação mensal do IPC foi 0,3% (-0,8% no mês precedente e 0,4% em fevereiro de 2022). A variação média dos últimos doze meses foi 8,6% (8,2% em janeiro).

Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português apresentou uma variação homóloga de 8,6%, valor idêntico ao registado no mês anterior e superior em 0,1 pontos percentuais ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro. Em janeiro, lembra o INE, a variação do IHPC português tinha sido idêntica à da área do Euro.

Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal atingiu uma variação homóloga de 8,0% em fevereiro (7,8% em janeiro), superior à taxa correspondente para a área do Euro (estimada em 7,4%).

O IHPC registou uma variação mensal de 0,4% (-0,8% no mês anterior e 0,5% em fevereiro de 2022) e uma variação média dos últimos doze meses de 8,9% (8,5% no mês precedente).