A Navigator encerrou os primeiros nove meses do ano com lucros de 114,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 51,8% face ao período homólogo. As vendas totais da empresa aumentaram 7,3% para 1.119,7 milhões, enquanto o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 16,9% para 246 milhões.
Em comunicado enviado à CMVM, a empresa liderada por António Redondo especifica que o volume de vendas de papel aumentou 16%, enquanto as vendas de pasta e de tissue caíram 30% e 2%, respetivamente. O aumento dos volumes de papel compensou o nível mais baixo de preços, indica a empresa, que acrescenta: "De realçar, no entanto, a evidente recuperação de preços no período, embora a média do período ainda esteja ligeiramente abaixo do preço médio de 2020 (-0,5%)".
A Navigator destaca, ainda, que o grupo evidenciou uma "forte geração de free cash flow", no valor de 183 milhões de euros, contra os 170 milhões de há um ano (+12,2%). Em contrapartida, os investimentos realizados entre janeiro e setembro totalizaram, apenas, 51,8 milhões, quase 18 milhões a menos do que no período homólogo. Foram, essencialmente, diz, investimentos de manutenção e ambientais.
"Em linha com o seu objetivo de criação de valor sustentável e de contribuir para a redução de utilização dos plásticos através da sua substituição por materiais sustentáveis, a Navigator deu mais um passo importante na sua estratégia de diversificação, entrando numa nova área de negócio e desenvolvendo um conjunto de produtos dirigidos ao segmento de packaging. No próximo dia 1 de novembro será lançada a marca que consolidará esta estratégia de diversificação e aposta na sustentabilidade", pode, ainda ler-se no comunicado.
O ano fica ainda marcado por uma redução do endividamento líquido da empresa em 47% para 596,9 milhões de euros. São 47,1 milhões de euros a menos.