

Depois de saudar a "vitalidade democrática do povo" que levou à diminuição da absenção, o líder do PSD, recordou o que já havia dito durante a campanha, que vencer as eleições era ter mais um voto do que o segundo partido mais votado, para clamar vitória. "Parece incontornável que a Aliança Democrática venceu as eleições e o Partido Socialista perdeu as eleições", exclamou Luís Montenegro.
O líder dos sociais-democratas disse ter a expectativa de que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o iria indigitar primeiro-ministro e que sabia que o desafio futuro vai exigir dele "grande capacidade de diálogo e de respeito", para cumprir o programa sofragado.
"É possível que a nossa economia possa crescer, que crescendo mais possa pagar melhores salários" e que evite a emigração dos jovens e a carga fiscal sobre os rendimentos dos trabalhadores e dar esperança na recuperação dos rendimentos dos pensionistas, anunciou Montenegro. O líder do PSD deixou ainda uma palavra de compromisso em relação às suas promessas na saúde, na educação e na habitação, bem como dar melhores condições de trabalho e de remuneração às forças de segurança. Prometeu melhorias na justiça e restabelecer a confiança nas instituições públicas.
"Para termos governabilidade e estabilidade há que apelar ao sentido de responsabilidade de todos quantos se vão sentar na Assembleia da República em representação do povo português", exortou Luís Montenegro, já que o cenário que irá enfrentar de governação dependerá muito dos demais partidos com assento parlamentar. "A todos é exigido que dêem ao país condições de estabilidade", apelou Montenegro, sabendo que é esse um dos grandes pressupostos que Marcelo Rebelo de Sousa irá pugnar.
Sobre um possível diálogo com o partido de André Ventura, Montenegro responde que irá cumprir com a sua palavra, reafirmando que o não é não ao Chega.
Face à garantia de que o Partido Socialista não irá viabilizar orçamentos da AD, Montenegro disse: "Eu compreendo que o Partido Socialista não se reveja no programa da AD, é normal", afirmando que o que se pede ao PS é "que respeite a vontade dos portugueses". "A minha mais firme expectativa é que o Partido Socialista e o Chega não constituam uma aliança negativa para impedir o governo que os portugueses quiseram."