Depois de terem encetado conversações exclusivas em março, a Orange e a MásMóvil assinaram no dia 23 de julho um acordo vinculativo para concretizar uma fusão das operações em Espanha. A operação está avaliada em 18,6 mil milhões de euros, de acordo com o comunicado pelas duas telecom.
A junção das operações da Orange e da MásMóvil, que em Portugal detém a Nowo, ocorrerá através da criação de uma joint-venture detida em 50% por cada um dos operadores. Toda a operação ainda está sujeita à aprovação dos reguladores espanhóis, mas antecipam-se a esta altura que combinar o negócio de ambas dará origem a sinergias de mais de 450 milhões de euros por ano, a partir de 2027. Antevê-se que a fusão esteja concluída até ao final de 2023.
O objetivo desta fusão é criar um peso pesado nos negócios móveis e de banda larga, a fim de desafiar a posição da Telefónica. Para já, este negócio incide apenas em Espanha. De acordo com o Observador, a MásMóvil assegurou que esta fusão não contempla o negócio português. Não obstante, analistas citados pela Reuters dizem que este negócio abre caminho para alianças semelhantes em mercados como Itália, Portugal e Reino Unido.
Em Espanha, a MásMóvil já implementou redes 5G em mais de 900 cidades. Em Portugal, a dona da Nowo também adquiriu licenças para explorar 5G.
Os planos da MásMóvil para Portugal ainda não são conhecidos, sendo que em Espanha ecoam as possibilidades da empresas procurar sair do mercado luso, ou, então, fechar um acordo de parceria com outro operador.