

Os mercados financeiros registam mais um dia de pessimismo nas bolsas, em função de novo erguer de tensões no Golfo. Por outro lado, com a cadeia de oferta de crude pressionada, o preço do barril está em alta.
Os contratos futuros de petróleo Brent sobem 2,60% até aos 104,56 dólares por barril, pelas 10h05 desta quinta-feira. Esta é a referência europeia para o efeito, que é acompanhada pela equivalente de Nova Iorque. O West Texas Intermediate WTI adianta-se 2,71% e ronda os 95,48 dólares por barril.
Em causa está o impasse que se mantém nas negociações entre EUA e Irão, que visam um cessar-fogo e o desbloqueio dos portos iranianos e do estreito de Ormuz, pelo qual passa 20% do comércio global de petróleo, em condições normais.
Ora, na quarta-feira à noite, os EUA apreenderam mais um petroleiro iraniano e, mais recentemente, o Irão culpou Israel e os norte-americanos pela insegurança no Golfo.
Para esta quinta-feira, estão agendadas negociações entre Israel e o Líbano. Estas podem permitir pacificar a relação entre os dois países.
Ao mesmo tempo que o petróleo sobe, as principais bolsas de valores europeias estão em queda. O sentimento negativo é particularmente visível em Espanha, na medida em que o índice de referência IBEX 35 recua 1,15%.
Os principais índices de Alemanha, Itália e Reino Unido registam descidas inferiores a 1%, assim como o índice agregado Euro Stoxx 600. Estes seguem a tendência generalizada dos mercados acionistas globais nesta quinta-feira. Ainda na Europa, a exceção à regra é França, que ganha 0,18%.
A sessão nos mercados asiáticos foi igualmente negativa, com quedas inferiores a 1% nos principais índices das bolsas do Japão, China, Hong Kong e Austrália.
Nos EUA, Wall Street ainda está encerrada, mas os futuros dos principais índices perdem menos de 1%. É o caso dos futuros do S&P 500, a título de exemplo, que estão a contrair 0,50%.