Barril sobe 2,5% para perto dos máximos da guerra. Bolsas europeias acompanham perdas asiáticas

Os mercados continuam a ser guiadas pelas novidades sobre o Médio Oriente. As negociações entre Israel e Líbano podem marcar o dia, mas o sentimento é negativo, ainda que sem grande expressão.
Barril sobe 2,5% para perto dos máximos da guerra. Bolsas europeias acompanham perdas asiáticas
JASON SZENES/EPA
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Os mercados financeiros registam mais um dia de pessimismo nas bolsas, em função de novo erguer de tensões no Golfo. Por outro lado, com a cadeia de oferta de crude pressionada, o preço do barril está em alta.

Os contratos futuros de petróleo Brent sobem 2,60% até aos 104,56 dólares por barril, pelas 10h05 desta quinta-feira. Esta é a referência europeia para o efeito, que é acompanhada pela equivalente de Nova Iorque. O West Texas Intermediate WTI adianta-se 2,71% e ronda os 95,48 dólares por barril.

Em causa está o impasse que se mantém nas negociações entre EUA e Irão, que visam um cessar-fogo e o desbloqueio dos portos iranianos e do estreito de Ormuz, pelo qual passa 20% do comércio global de petróleo, em condições normais.

Ora, na quarta-feira à noite, os EUA apreenderam mais um petroleiro iraniano e, mais recentemente, o Irão culpou Israel e os norte-americanos pela insegurança no Golfo.

Para esta quinta-feira, estão agendadas negociações entre Israel e o Líbano. Estas podem permitir pacificar a relação entre os dois países.

Ao mesmo tempo que o petróleo sobe, as principais bolsas de valores europeias estão em queda. O sentimento negativo é particularmente visível em Espanha, na medida em que o índice de referência IBEX 35 recua 1,15%.

Os principais índices de Alemanha, Itália e Reino Unido registam descidas inferiores a 1%, assim como o índice agregado Euro Stoxx 600. Estes seguem a tendência generalizada dos mercados acionistas globais nesta quinta-feira. Ainda na Europa, a exceção à regra é França, que ganha 0,18%.

A sessão nos mercados asiáticos foi igualmente negativa, com quedas inferiores a 1% nos principais índices das bolsas do Japão, China, Hong Kong e Austrália.

Nos EUA, Wall Street ainda está encerrada, mas os futuros dos principais índices perdem menos de 1%. É o caso dos futuros do S&P 500, a título de exemplo, que estão a contrair 0,50%.

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