Brent volta a escalar mas continua abaixo dos 100 dólares após novos ataques dos EUA no Irão

Os norte-americanos atacaram alvos na zona sul do Irão, com acusações de "violação grave" do cessar fogo, por parte do Irão. As tensões voltam a subir e colocam novamente o preço do barril em alta.
A indústria do petróleo continua condicionada pelo fecho do estreito de Ormuz
A indústria do petróleo continua condicionada pelo fecho do estreito de Ormuz
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Os ataques dos EUA no Irão e o impasse nas negociações entre os dois países colocaram os preços do barril novamente em alta, nos mercados internacionais.

A referência europeia para os contratos futuros de petróleo retratou novo aumento das tensões. É que o barril de Brent estava a subir 3,95% até aos 97,11 dólares, pelas 17h30 desta terça-feira, 26 de maio. Em contrapartida, o WTI caía 2,55%, até aos 94,14 dólares.

Apesar da subida do preço do Brent, a variação desde segunda-feira era de uma queda de 7%. Isto porque o Brent marcava 104 dólares no fecho da sessão da última sexta-feira. Seguiu-se o fim de semana, em que surgiram sinais de um possível acordo de paz entre EUA e Irão, que poderia permitir a reabertura do estreito de Ormuz. Caso se confirmasse estaríamos perante um aumento da oferta de petróleo disponível. Ora, já esta terça, o sentimento foi muito diferente.

As forças armadas norte-americanas fizeram ataques na região sul do Irão, durante a madrugada de terça-feira. Ora, de acordo com Marco Rubio, em causa esteve uma "operação defensiva". O membro da administração liderada por Donald Trump sublinhou que o estreito de Ormuz vai reabrir "de uma maneira ou de outra" e deixou claro que os EUA "ou fazem um bom acordo ou nenhum acordo", disse, numa visita oficial à Índia.

Pelo contrário, na perspetiva de Teerão, está em causa "uma grave violação do cessar fogo" que foi estabelecido entre os dois países e continua a revelar-se muito frágil.

Recorde-se que os mercados financeiros têm navegado ao sabor do sentimento gerado pela guerra. O bloqueio de Ormuz provoca uma redução da oferta de petróleo, que resulta num aumento dos preços, numa altura em que muitas organizações já reconheceram que as reservas estão perto do fim.

Em sentido oposto, também as bolsas registaram quedas acentuadas, sobretudo nas primeiras semanas de guerra. Na origem está, com um grande papel, a subida dos preços da energia ao redor do mundo e o consequente enfraquecimento da economia global (e de várias das maiores economias em particular). Ainda assim, acabariam por recuperar e, na maioria dos casos, os índices de referência já alcançaram o patamar anterior à guerra.

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